Na prática, o que você pode fazer ao presenciar um afogamento?

Bombeiro dá dicas para agir com segurança tanto no mar quanto no rio

Quando o assunto é afogamento, quanto mais rápido você chamar o Corpo de Bombeiros e agir com segurança, mais chances você terá de salvar a vítima. No entanto, principalmente em rios, represas e riachos, onde a cobertura de guarda-vidas é menor e o atendimento pode demorar mais, saiba o que você pode fazer para ajudar sem se colocar em risco.

Saiba como agir em segurança diante de um afogamento- Foto: Arquivo/Bruno Golembiewski/NDSaiba como agir em segurança diante de um afogamento- Foto: Arquivo/Bruno Golembiewski/ND

De acordo com dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, pelo menos 15 mortes por afogamento foram registradas em Santa Catarina nesta temporada. A última vítima foi um jovem de 18 anos que se afogou ao tomar banho em rio de Blumenau, no Vale do Itajaí.

O ideal, de acordo com o tenente Modolon, é que as pessoas não se banhem em locais onde não há cobertura de guarda-vidas. No entanto, sabendo da grande oferta de rios, riachos e represas em todo o estado, é possível agir auxiliar a vítima sem se colocar em risco. Ainda assim é importante acionar o Corpo de Bombeiros o quanto antes.

Na prática, o que você pode fazer?

  • Jogue um objeto flutuante para a vítima: uma boia, bola, caixa de isopor ou prancha podem ser muito úteis nestes momentos. Jogue o objeto para que a vítima possa se segurar;
  • Olhe ao redor! Galhos ou cordas podem ajudar: o ideal é que você consiga puxar a vítima para a margem. Nesse caso, um galho ou até mesmo uma corda servem para alcançar a vítima;
  • Não se coloque em risco! Se você não tem experiência em salvar a vítima e a si mesmo, não entre na água. Em situações extremas, uma pessoa que está se afogando pode acabar puxando a outra pessoa para o fundo, podendo ocorrer uma tragédia;
  • Chame o socorro imediatamente: ligue 193 para solicitar atendimento junto ao Corpo de Bombeiros;

Correntes em mares X rios

Modolon explica que a dinâmica de correntes em mares e rios é diferente. Nas praias, as principais causas em casos de afogamento são buracos, desníveis e as correntes de retorno. Nos rios a situação é ainda mais imprevisível, já que o fundo apresenta desníveis mais acentuados, com a possibilidade de ter entulhos, galhos e pedras.

Além disso, Modolon explica que, muitas vezes, por mais que a superfície não apresente perigo, correntezas que não são vistas a olho nu podem atuar no local. Portanto, todo cuidado é necessário.

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