Cacau Menezes

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo


Será que vocês poderiam, então, remover essas abelhas?

Picada doída

Enquanto na Dinamarca a lei obriga os proprietários a plantarem 5% das áreas das suas terras agrícolas com flores para as abelhas, aqui um amigo da coluna relata que passou um baita perrengue desde que descobriu uma colmeia em uma das árvores do seu terreno.

Abelhas – Foto: Divulgação/NDAbelhas – Foto: Divulgação/ND

Ao não saber o que fazer, recorreu ao Corpo de Bombeiros. Após vários telefonemas conseguiu a visita de uma viatura com três integrantes da corporação. Eles olharam o enxame e foram rapidamente informando tratar-se de “uma espécie perigosa, nem é bom mexer”.

“Não senhor, não podemos mais. Até há pouco tempo os bombeiros poderiam, mas agora não mais. O senhor pode chamar algum apicultor que ele vem e coleta…”

Antes de se retirarem do local eles forneceram alguns contatos. Mas nenhum dos indicados faz trabalho voluntário, mesmo que levasse o enxame de brinde. Um pediu R$600 e outro queria R$400 para a retirada das abelhas.

Inconformado, ele procurou o presidente da Associação dos Apicultores de Santa Catarina relatando a preocupação com o futuro dos insetos em seu quintal. “Infelizmente é assim mesmo”, disse o representante dos apicultores.

Eis aí a explicação porque cada vez temos menos abelhas na Ilha de Santa Catarina, que já foi capital nacional do mel.

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