VÍDEO: prefeitura detalha ações e prazo para reabilitar Mercado Público de Florianópolis

Falta do preventivo de incêndio motivou pedido de intervenção do Ministério Público e prefeitura corre contra o tempo para regularizar situação do complexo

A Prefeitura de Florianópolis realiza nesta quinta-feira (16) instalações na estrutura do Mercado Público para evitar o fechamento do local. O objetivo é adequá-lo às normas do preventivo de incêndio necessárias ao funcionamento. As ações ocorrem após o Ministério Público estabelecer um prazo de 48 horas para a interdição, apontando risco à segurança física.

Mercado Público de FlorianópolisAdequações ao preventivo de incêndio são necessárias para a liberação da estrutura – Foto: Leo Munhoz/ND

O prefeito Gean Loureiro (DEM) estima entregar a papelada ao Corpo de Bombeiros já nesta sexta-feira (16), necessária para a emissão do alvará de funcionamento. A falta do preventivo de incêndio é a principal carência apontada pelo promotor Daniel Paladino. A liberação do espaço só deverá ocorrer após a autorização pelo Corpo de Bombeiros.

“Acabamos de assinar contrato para manutenção preventiva de incêndio, incluindo sistemas vitais, de detecção de incêndios e sprinkler [dispositivo detector]. Durante a tarde começam as atividades e a noite começa efetivamente a montagem. Amanhã entramos com a documentação nos bombeiros”, detalha Márcio Artur Dutra, proprietário da empresa Prevenfire, contratada para realizar o serviço.

Entre outras ações a serem realizadas estão a substituição dos blocos de iluminação, de emergência e da sinalização, assim como a revisão de extintores. Loureiro afirmou que se reunirá na próxima segunda-feira (20) com o promotor de justiça Daniel Paladino para apresentar as ações.

Prefeito detalha situação e histórico do Mercado Público – Vídeo: Prefeitura de Florianópolis/Divulgação

Problemas antigos

A interdição ocorreu após vistoria dos Bombeiros feita nesta segunda-feira (13). A inspeção contou com a participação do CREA-SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, da Associação de Comerciantes do Mercado Público, da Secretaria Municipal de Turismo, da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Florianópolis e do Corpo de Bombeiros.

Os bombeiros avaliaram que o sistema de iluminação de emergência e o sistema de detecção estavam ineficientes. As bombas que pressurizavam a rede dos hidrantes de parede, bem como dos chuveiros automáticos, se tornaram inoperantes. A situação dificultam o combate às chamas, segundo a corporação.

De acordo com Gean Loureiro, os problemas no preventivo de incêndio já tinham sido identificados em 2017, no início da sua gestão. “Realizamos uma licitação em 2018, mas não foi concluída”, disse. “Este ano realizamos nova licitação e já foi dado ordem de serviço”, completou.

Há também problemas de infraestrutura identificados pelo Crea, como a queda de reboco e a falta de manutenção do prédio e do teto retrátil da área externa.

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