Câmeras do Clube Náutico Riachuelo gravam assassinato de ex-comissário de voo, em Florianópolis

Alexandre João Batista Santiago teria saído de um churrasco em São José para encontrar o namorado na rodoviária e apareceu morto ao lado do Clube

O assassinato do ex-comissário de voo Alexandre João Batista Santiago, de 32 anos, foi filmado por duas câmeras do Clube Náutico Riachuelo, na Baía Norte, próximo às pontes Pedro Ivo e Colombo Salles, em Florianópolis. O crime ocorreu exatamente às 2h22min de sábado (5), em frente aos contêineres da Federação Catarinense de Remo de Santa Catarina. Na cena do crime aparecem três pessoas: a vítima e um casal.

Reprodução/Facebook

Santiago tinha 32 anos e foi encontrado morto na madrugada de sábado

As imagens das câmeras mostram os três caminhando, normalmente, no entorno do Clube Náutico. De repente a mulher tira o capacete da mão de Santiago e o espanca na cabeça. Ele cai e é morto com um pedaço de lajota. Os golpes desfiguraram a cabeça da vítima. Vinte minutos depois, o casal suspeito retorna ao local do crime.

Mais tarde, por volta das 6h, o remador veterano Eduardo Gomes, 64 anos, chega ao Clube Náutico Riachuelo para treinar e encontra Santiago nu, com os tornozelos amarrados pelo cadarço dos tênis. Ao lado do corpo estava a mochila e a chave da motocicleta.

De acordo com outro remador que teve acesso à cena do crime, as imagens não são muito nítidas. “São penumbras, mas dá para perceber a mulher tirando o capacete e agredindo a vítima”. Cópias das imagens e a pedra usada para matar o ex-comissário de voo estão na Delegacia de Homicídio. As investigações estão bastante adiantadas, mas o delegado Ênio de Oliveira Matos afirmou que vai se manifestar somente depois de concluir o inquérito policial.

Colombo de Souza/ND

O remador Eduardo Gomes mostra onde encontrou o corpo de Alexandre

Outros assassinatos já foram registrados no local

Amigos de Santiago ouvidos pelo Jornal Notícias do Dia, contaram que na noite anterior a vítima, que morava com o namorado Leonardo de Matos nos Ingleses, havia ido à casa de um tio em São José participar de um churrasco.

O namorado não foi na festa porque tinha outro compromisso: buscar objetos pessoais na casa da amiga Lígia, no Santinho. “Ele foi buscar aparelho de som e outros pertences e pediu R$ 100 emprestado”, contou o amigo e cunhado Jeférson. Leonardo teria, então, retornado de ônibus até o Terminal Rodoviário Rita Maria para aguardar o namorado, conforme o combinado.

Santiago saiu da festa depois da meia noite com a motocicleta emprestada do tio para buscar Leonardo. Neste espaço, entre meia noite e 2h22min, ninguém sabe com quem Santiago se encontrou.

O remador Eduardo Gomes afirma que durante a noite o local se transforma num antro de viciados e de prostituição. “A Polícia Militar só aparece por aqui durante as tardes. Os PMs dão uma passadinha de bicicleta e vão embora. Não existe ronda noturna”, disse.

Gomes recorda de outros dois assassinatos. Um deles foi de Catarina, que vendia loteria no Centro de Florianópolis. Ela foi estuprada, morta e teve o corpo queimado numa churrasqueira. O outro assassinato foi de um homem que tentou violentar uma moradora de rua. “Ela era mais forte e o matou. Mas isto faz muito tempo”, contou. 

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