Cãozinho baleado em duplo homicídio no DF ganha perfil em rede social

Perfil temporário do Thor tem o objetivo de dar publicidade à recuperação e a prestação de contas dos recursos da vaquinha online, sem vinculá-los às contas pessoais

Para acompanhar o tratamento do cãozinho Thor, o animal de estimação de Thiago Duarte Neto, 24 anos, e Talita Souza Mendonça, 23, mortos durante emboscada no meio da rua, na QN 16 do Riacho Fundo 2, na segunda-feira (15), os policiais militares que atenderam a ocorrência e salvaram a vida dele criaram o perfil @thor.resgate no Instagram.

Cãozinho Thor ganhou perfil em rede social para tratamento – Foto: ReproduçãoCãozinho Thor ganhou perfil em rede social para tratamento – Foto: Reprodução

O cachorro acabou baleado durante o crime. Ele estava no colo de Talita no momento da execução e sobreviveu aos ferimentos. Um trio de homens ainda não identificado disparou pelo menos 20 vezes contra o carro do casal, matando as vítimas imediatamente.

De acordo com as responsáveis pela campanha para arrecadar dinheiro para o tratamento do cachorro, as PMs Alessandra Rodrigues Batista e Lizandra França de Souza Silva, o perfil temporário tem o objetivo de dar publicidade à recuperação dele e para a prestação de contas dos recursos da vaquinha online, sem vinculá-los às contas pessoais.

Segundo a mais recente publicação na página, realizada na manhã desta quarta (17), Thor evolui bem ao tratamento, continua medicado e fica fora da gaiola para a redução do estresse. Ainda muito assustado, ele rejeita contato e se alimenta por sonda.

Até o momento, o valor arrecadado é de R$ 10,5 mil. A prestação de contas inclui: R$ 1.750 para a primeira cirurgia em clínica do Riacho Fundo 2; R$ 150 em exames de imagem; e R$ 95 para alimentação especial por sonda.

A ideia, segundo a soldado Alessandra, é adotá-lo após a completa recuperação.

“Preferencialmente, será para a família da vítima, tendo em vista que ele faz parte do patrimônio dela, mas, caso eles não se responsabilizem, faremos a adoção. Ele terá sequelas físicas e psicológicas do ocorrido, então, o adotante tem de estar ciente de que ele é um cachorro que necessitará de cuidados especiais durante toda a vida”, declarou ao Metrópoles.

Colabore. Quem puder e ainda quiser ajudar pode doar qualquer valor pelo PIX:

028.221.921-89 Alessandra Rodrigues Batista

052.225.721-61 Lizandra França de Souza Silva

Investigação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) suspeita que a execução do casal seja resultado de um acerto de contas. Segundo a perícia no local, os autores disparam, aproximadamente, 20 vezes contra o veículo para matar o casal.

“Eles chegavam em casa e estavam sendo seguidos por um carro. Os autores desceram do veículo e atiraram nos dois”, descreveu o delegado Marcelo Guerra, da equipe de Preservação de Local de Crimes Violentos da PCDF.

“Os trabalhos [da perícia] incluem busca por identificação digitais, fazer posição dos disparos, procurar câmeras ao redor, tudo para compreender as dinâmicas dos fatos”, explicou o delegado.

De acordo com as primeiras apurações, a arma usada no duplo homicídio é uma pistola calibre 9mm. Conforme o delegado Marcelo Guerra, há suspeita de que os supostos três autores do crime tenham ligação com o grupo criminoso Comboio do Cão, que atua no DF.

“Acreditamos que sim, pelo jeito que os tiros foram disparados, de rajada (disparos em sequência). Essa é a marca do Comboio do Cão”, informou o policial.

“Pode ser acerto de contas entre facções rivais. Há informações preliminares de que a vítima do sexo masculino integrava uma facção rival (o Comando Vermelho). Mas, como as investigações ainda estão em andamento, só ao fim da investigação poderemos precisar os motivos e como ocorreu o crime”, declarou Marcelo Guerra.

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