Altair Magagnin

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Carlos Moisés diz que deseja contar com delegado Akira Sato “tão logo se restabeleça”

Em contraponto ao suposto escândalo de intervenção em investigações policiais dentro do próprio Executivo, governador de Santa Catarina justificou problema de saúde para demissão do delegado-geral

“Razões de foro íntimo, relacionadas exclusivamente à questões de saúde”. Esse foi o motivo alegado pelo governo do Estado para justificar a saída do delegado-geral Laurito Akira Sato depois de apenas 15 dias no cargo. A versão se contrapõe ao suposto escândalo aventado nos bastidores.

Akira Sato cumprimenta Carlos Moisés em evento em Joinville, no dia 17, quando assumiu o cargo – Foto: Julio Cavalheiro/Divulgação/NDAkira Sato cumprimenta Carlos Moisés em evento em Joinville, no dia 17, quando assumiu o cargo – Foto: Julio Cavalheiro/Divulgação/ND

O governador Carlos Moisés (sem partido) agradeceu Sato pelos serviços prestados. “Agradeço ao delegado Akira Sato por ter assumido a Delegacia-Geral da Polícia Civil e desejo poder contar com seu trabalho e sua experiência na Polícia Civil tão logo se restabeleça”, disse o governador.

Procurado pelo ND+, Akira Sato afirmou que não pretende falar neste momento.

Marcos Ghizoni assume em meio a suspeita de escândalo

Novo delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Ghizoni terá um grande desafio pela frente. Quinze dias depois de ser anunciado como novo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, confirma-se a especulação de que Laurito Akira Sato fosse deixar o cargo.

Sato teria se sentido coagido com um pedido para substituir o delegado Rodrigo Schneider, chefe da Cecor (Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção), responsável pelas Decor (Delegacias de Polícia Especializadas no Combate à Corrupção).

As investigações no caso de suposta corrupção em uma licitação no Porto de São Francisco do Sul estariam sob coordenação de Schneider.

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) anunciou que pretende convocar Akira Sato, ou seu sucessor, para explicar este fato. Naatz falou em “uma empresa de coronéis para fraudar o governo”.

A empresa responsável pelo contrato, que na época se chamava Iosec e hoje se chama Ceon, negou que haja qualquer tipo de irregularidade.

Sexta-feira, já demissionário, Sato continuou oficialmente no cargo, conforme informação do “Diário Oficial do Estado”.

Sato foi escolhido pelo governador Carlos Moisés (sem partido) para substituir Paulo Koerich, que foi o primeiro nome anunciado para o alto escalão de governo.

Dois nomes foram citados como possíveis sucessores de Sato. O delegado Marcos Ghizoni, que foi delegado-geral-adjunto no gestão de Raimundo Colombo e promovido a delegado-geral quando o vice Eduardo Moreira assumiu, com a renúncia do titular para concorrer ao Senado nas eleições de 2018.

Politicamente, a indicação caberia ao MDB-SC. Com bom trânsito político, Ghizoni teria sido o plano A de Moisés na sucessão de Koerich, mas declinou. Ele chegou a repetir o gesto de recusar, mas finalmente aceitou.

Nesse meio tempo, passou a ser favorito o delegado Rafaello Ross, que foi delegado regional de Mafra, onde acabou sendo afastado do cargo por suspeita de improbidade administrativa no caso de uma máquina jukebox, e assumiu a DIC de Joinville.

Diante dos desgastes, que se arrastaram durante todo o fim de semana, Ghizoni foi convencido a assumir o posto.

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