Carnaval registra 27% menos acidentes em 2021, aponta PRF

Apesar da baixa nos números, infrações como ultrapassagens e embriaguez ao volante foram registradas em grandes números pela PRF durante a fiscalização

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) encerrou  a Operação Carnaval, com 27% menos acidentes do que o número registrado no ano de 2020, em Santa Catarina. A operação começou na sexta-feira (12 de fevereiro), abrangendo todo o território nacional, e terminou à meia-noite desta quarta (17).

Foram 96 acidentes durante os seis dias de fiscalização especial, que também indicaram queda no número de feridos e de mortos. 

prf; operação; carnaval; fiscalização; acidentesAlém das fiscalizações rodoviárias, a PRF prendeu 45 pessoas nos dias de operação – Foto: Divulgação/PRF/ND

A variação mais expressiva foi justamente nos óbitos, que diminuíram quase 40%.

Entre as oito vítimas fatais, três morreram em um acidente em Pinhalzinho, no Oeste de Santa Catarina. A ocorrência foi de uma colisão frontal na BR-282. Segundo os dados da corporação, também ocorreu um acidente com duas vítimas fatais, em um capotamento na BR-101, em Capivari de Baixo, no Sul do Estado.

As demais mortes aconteceram na BR-470 em Rio do Sul, no Alto Vale; na BR-282 em Rancho Queimado, na região serrana da Grande Florianópolis; e na BR-116 em Ponte Alta, na Serra, tratando-se de colisões frontais e em  pistas simples.

20202021Variação
Acidentes13396 -27,8%
Feridos149117 – 21,4%
Mortos138-38,4%

Contudo, apesar da redução de ocorrências graves, as infrações não diminuíram, com diversos motoristas sendo abordados pela PRF durante o Carnaval.

Veja os números:

  • 355 pessoas flagradas ultrapassando em local proibido
  • 960 motoristas ou passageiros sem cinto de segurança
  • 81 motoristas com celular ao volante 
  • 58 motoristas dirigindo sob efeito de álcool
  • 25 crianças sendo transportadas sem cadeirinha

Apesar dos eventos carnavalescos não estarem ocorrendo em virtude do regramento sanitário, foi registrado um fluxo grande nas estradas, especialmente nas BRs 282, 470, 280 e 101.

A operação também restringiu os veículos nas rodovias, impedindo veículos de carga em determinados horários.

Para além da fiscalização, foram abordagens com caráter educativo ao longo do feriadão de carnaval.

Policiais especializados na educação para o trânsito atuaram orientando os motoristas, visando passar recomendações que ainda valem em algumas ocasiões, como evitar viajar em horários de pico, usar cinto, manter o farol aceso e na dúvida, não ultrapassar.

O aumento no número de oficiais para a operação colocou policiais que estariam de folga nas pistas, em conjunto com outras corporações que também tiveram operações especiais durante o feriadão.

Como exemplo, a Operação Verão Seguro, que visava vetar as aglomerações e conter o contágio da Covid-19. Nessa operação, foram 29 municípios litorâneos e 129 áreas de proteção ambiental fiscalizadas, mobilizando mais de 5 mil policiais.

PRF também seguiu no combate ao crime

Durante os seis dias de fiscalização das rodovias, a corporação também registrou diversas apreensões.

No balanço dos dados da PRF, foram 110 quilos de maconha, 17,5 quilos de cocaína, cinco mil maços de cigarros contrabandeados, 8.250 comprimidos de ecstasy e quatro armas de fogo.

Além disso, constam também cinco veículos que foram roubados ou furtados, mas recuperados pela PRF. No total, a polícia rodoviária realizou 45 prisões ao longo dos seis dias.

Apesar da fiscalização, aglomerações foram registradas na Capital

O sábado (13) de carnaval foi tranquilo em Florianópolis, sem interferências das autoridades ou autuações por aglomeração. Contudo, na madrugada que precedeu o dia, a PM (Polícia Militar) registrou uma ocorrência de baile funk no Morro do Mocotó, na Capital catarinense.

De acordo com a PM o evento contava com cerca de 300 pessoas, em um local organizado, uma vez que a localidade possuía banheiros químicos e aparelhagem de som.

Os aparatos foram recolhidos pela PM, que dispersou as pessoas do local. Além disso, os oficiais marcaram presença nas entradas do morro, orientando e fiscalizando a população sobre ocorrências de aglomerações que contrariam as medidas sanitárias vigentes.

“Nós tivemos que dissuadir para que não ocorresse nenhum festejo, mas algumas pessoas voltaram. Durante a noite, fomos várias vezes ao Morro, entre as 23h e até as 5h, mas nós dissuadimos e quando deixamos o local a população volta a se aglomerar”, relata o comandante do 4º BPMSC, tenente-coronel Dhiogo Cidral de Lima.

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