Inquérito sobre morte de Cátia Regina deve ser finalizado nesta semana; veja o que se sabe

Empresária foi encontrada morta há dois meses às margens de um riacho, com um tiro na cabeça; principais suspeitos alegam inocência

O inquérito a respeito da morte de Cátia Regina da Silva, de 46 anos, deve ser finalizado e entregue à Justiça nesta semana. Na próxima quarta-feira (25), completam dois meses em que o corpo da empresária de São Francisco do Sul foi encontrado às margens de um riacho em Araquari, no Norte do Estado.

Cátia desapareceu no dia 24 de julho, quando voltava de Joinville. Segundo a família, o último contato aconteceu por volta das 22h40. A empresária informou que “chegaria em casa em vinte minutos”. Foi encontrada no dia seguinte, já sem vida, em um rio na cidade de Araquari – FacebookCátia desapareceu no dia 24 de julho, quando voltava de Joinville. Segundo a família, o último contato aconteceu por volta das 22h40. A empresária informou que “chegaria em casa em vinte minutos”. Foi encontrada no dia seguinte, já sem vida, em um rio na cidade de Araquari – Facebook

De acordo com o delegado Tiago Escudeiro, ainda faltam algumas perícias que “são fundamentais para a solução do caso”. A polícia não deu detalhes sobre a investigação com o intuito de “proteger as informações do inquérito”, mas adiantou que os dois suspeitos que já foram presos devem ser indiciados pelo crime.

A principal linha de investigação é que o assassinato tenha sido motivado por uma briga comercial. Magali dos Santos, empresária e dona de uma loja de roupas concorrente à de Cátia é uma das suspeitas no caso.

Ela chegou a ser detida no dia 2 de agosto, mas por estar grávida, a Justiça concedeu a liberdade com uso de tornozeleira eletrônica. Em entrevista à RICTV, Magali alegou ser inocente e que nunca houve qualquer tipo de rixa com a empresária.

Magali prestou o primeiro depoimento sobre o caso na semana passada acompanhada do advogado – Jonathan Rocha/RICTVMagali prestou o primeiro depoimento sobre o caso na semana passada acompanhada do advogado – Jonathan Rocha/RICTV

Além de Magali, o marido dela, Fabricio Woche, também é suspeito. Ele é apontado pela polícia como autor dos disparos e está foragido. No dia 3 de agosto, um dia depois da prisão da esposa, ele chegou a fazer uma postagem em uma rede social negando o envolvimento no crime e afirmando que ia comparecer à delegacia para prestar depoimento.

Minutos depois, a postagem foi apagada. De acordo com o advogado de defesa do casal, Odilon Amaral, o suspeito só vai falar com a polícia após a finalização do inquérito.

Apontado como autor do disparo que matou a empresária Cátia Regina da Silva, o comerciante Fabricio Woche usou seu perfil no Facebook para se defender – Redes SociaisApontado como autor do disparo que matou a empresária Cátia Regina da Silva, o comerciante Fabricio Woche usou seu perfil no Facebook para se defender – Redes Sociais

Uma terceira pessoa, que não foi identificada, também foi presa suspeita de envolvimento no caso. Segundo a polícia, o homem de 52 anos teria participado de toda a execução do crime, desde a abordagem até o homicídio.

Ainda de acordo com a investigação, ele teria, dias antes do crime, ido até a loja de Cátia e se passado por um fiscal da Receita Federal. Ele segue detido na Unidade Prisional Avançada de São Francisco do Sul.

Relembre o caso

Cátia Regina Silva foi assassinada enquanto voltava de uma viagem de negócios. O carro da vítima foi encontrado incendiado às margens da BR-280. Já o corpo da empresária foi localizado em um rio, na cidade de Araquari, com um tiro na cabeça e os braços amarrados, no dia 25 de julho.

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