Cenas de sexo explícito são flagradas na Lagoa da Conceição

As imagens foram gravadas por moradores nesta quinta-feira (3); essa não é a primeira vez que cenas do tipo são registradas

Uma cena inusitada foi flagrada por moradores da Lagoa da Conceição, ponto turístico no Leste da Ilha de Santa Catarina, na noite desta quinta-feira (3). Um casal foi flagrado fazendo sexo em frente a uma farmácia. A cena foi filmada por moradores que se revoltaram com a situação.

Segundo a presidente da Amola (Associação de Moradores da Lagoa da Conceição), Eliane Butin, essa é a segunda vez que incidentes desse tipo são registrados ali. O casal estaria em situação de rua e ocupa a calçada da farmácia junto a um grupo na mesma condição.

Nota da redação: O ND+ optou por não publicar o vídeo por entender que o conteúdo é ofensivo aos leitores.

Sexo no meio da rua revolta moradores na Lagoa da Conceição – Foto: Reprodução

“A gente não está falando de uma segregação, é respeitar ambientes. Eu não tenho condições, um grupo de moradores em situação de rua transando no meio da rua, num local em que passa crianças, idosos”, comenta.

De acordo com Eliane, além das cenas de sexo, há um medo dos moradores quanto à segurança. Desde janeiro, comenta ela, houve um aumento na população em situação de rua no bairro e entre o grupo foram registradas brigas e o uso de drogas. “Uma comunidade não pode ficar refém de uma meia dúzia de pessoas”.

Butin conta que busca junto ao poder público ações para coibir os excessos, mas há descrença. Segundo ela, a calçada da farmácia onde foi registrado o vídeo está sendo ocupada continuamente por pessoas em situação de rua.

PM não registrou ocorrência

De acordo com o tenente-coronel Dhiogo Cidral, comandante do 4º BPM (Batalhão da Polícia Militar), a PM  não encontrou nenhuma ocorrência descrevendo o problema. Ele disse ainda que se a corporação for acionada, verificará essas questões.

Pessoas flagradas nessa situação podem responder pelo artigo 233 do Código Penal, “praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público” que na justiça pode ser motivo de detenção, de três meses a um ano.

A orientação é que se um morador ver o fato deve acionar o 190 para atendimento, ou utilizar o app PMSC Cidadão.

Segundo a PM, o patrulhamento da Lagoa tem sido constante e não houve registro de crimes graves ou violentos na localidade.

Em relação às pessoas em situação de rua, Cidral informou que uma força-tarefa multidisciplinar composta por Ministério Público, Assistência Social da Prefeitura, Polícia Militar, Comcap, Guarda Municipal entre outras instituições fazem o cadastro e orientação desse grupo.

“Entretanto não existe meio coercitivo para removê-las das ruas, sendo optativo que elas o façam. É por isso que é importante que a população e a sociedade entendam que alimentar ou abrigar estas pessoas favorece ainda mais a continuidade da situação em que se encontram, por achar um meio de vida que garante a sobrevivência no assistencialismo”, disse.

A Secretaria municipal de Assistência Social também foi consultada sobre o caso. Foi perguntado sobre ações efetivas tomadas pelo órgão na Lagoa e especificamente sobre o caso de sexo.

A secretaria informou que participa da força-tarefa, que atua de “de 15 em 15 dias na Lagoa da Conceição”.

“Além de Sensibilização com assistentes sociais, força policial e COMCAP, a equipe faz limpeza dos locais. O Município possui ainda a Passarela da Cidadania que foi ampliada e atende em média 300 pessoas por dia com refeições, doações de roupa, banho e pernoite”, respondeu a secretaria por meio de sua assessoria.

A órgão informou ainda que oferece o Resgate Social, um serviço com psicólogo, assistente social e enfermeiro que atende 24h por dia, todos os dias da semana.

A população pode entrar em contato pelo número (48) 99182-6870 para solicitar atendimento para pessoas em situação de rua, inclusive com a possibilidade de serem levados até o abrigo.

“A Prefeitura de Florianópolis reforça a importância de não dar esmolas para pessoas em situação de rua, pois a ação dificulta o trabalho da Assistência Social uma vez que os mesmos tornam-se resistentes em aceitar ajuda”, completou.

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