Centro de Saúde Coloninha, em Florianópolis, é arrombado pela 15ª vez

Funcionários pedem que a unidade entre na rotina de rondas e no Programa Rede de Vizinhos da PM

O Centro de Saúde Coloninha, que atende dez mil moradores no entorno do bairro Estreito, em Florianópolis, foi arrombado pela 15ª  vez. Neste fim de semana, os ladrões quebraram os vidros de cinco janelas e levaram esquadrias de alumínio. Um dos cômodos é a sala de vacina, onde as doses ficam armazenadas na geladeira sob baixa temperatura. Com as janelas quebradas, o ar ambiente descompensou a temperatura interna. Quando chegou na segunda-feira, o vigia qprecisou colocar cortinas e reduzir a temperatura do ar-condicionado da sala até que a prefeitura pudesse providenciar os reparos. 

Centro de Saúde Coloninha - Marco Santiago/ND
Centro de Saúde Coloninha – Marco Santiago/ND

Os 15 arrombamentos ocorreram no período de um ano e três meses.  Já houve casos, segundo o coordenador do centro de saúde, Tiago Machado, que os ladrões levaram os aparelhos de ar-condicionado, deixando as vacinas inutilizadas. Ele disse que a unidade tem todos os 20 tipos de imunização que o SUS (Sistema único de Saúde) disponibiliza para a rede. 

Tiago afirmou que o serviço de vigilância funciona somente nos dias úteis, das 19h às 7h. “Durante o dia e finais de semana, a segurança é feita  à distância por uma empresa terceirizada, por meio de alarme”. Colegas de Tiago lembram que houve épocas em que os suspeitos roubaram computadores, material de escritório e até utensílios domésticos da cozinha.

“Na ocasião, uma vizinha flagrou o arrombamento, chamou a Polícia Militar e o suspeito foi preso. Era um paciente da unidade”, comentou Simone Pacheco, que trabalha na parte administrativa. Ela lembrou que os objetos foram recuperados. De acordo com o coordenador da unidade de saúde, todos os 15 arrombamentos ocorreram durante o dia e nos finais de semana.

Na tarde desta terça-feira (16), funcionários do centro de saúde foram à sede do 22º BPM (Batalhão da Polícia Militar) do Continente e pediram para o comandante, o tenente-coronel Sandro Cardoso da Costa, incluir o posto nas rondas de rotina e no programa Rede de Vizinhos. O programa promove uma estratégia de prevenção entre comunidade e polícia por meio das redes sociais.

Investigação

As investigações sobre os arrombamentos estão sendo conduzidas pela 3ª DP de Capoeiras. O delegado André Gustavo Marafiga ressaltou que o material furtado é vendido em ferro- velho, junto com latinha de cerveja, cobre e outros descartes recolhidos na rua.

André contou que há cerca de quatro meses, fechou dois depósitos de descartes na comunidade Chico Mendes. O resultado foi uma sensível redução nos furtos de fios de cobre e de janelas de alumínio. Ele chegou aos receptadores após identificar os ladrões. Agora, André está investigando a movimentação de suspeitos e cruzando informações com a 1ª DP de São José que também apura furto de esquadrias de alumínio em túmulos do cemitério municipal de São José, no bairro Praia Cumprida.

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