Conheça a ‘Taxa do Porco’, inovação da milícia em favela carioca

Grupo de paramilitares criou a Taxa do Porco incluindo 'multa' para aquele que atrasar o pagamento ou ficar inadimplente

Grupos milicianos dominam boa parte das comunidades – ou favelas – no Rio de Janeiro. Essas gangues, formadas predominantemente por ex-policiais, tomaram lugar antes ocupado pelo tráfico. Mas também exploram negócios clandestinos, como TV a cabo, construção irregulares de imóveis e cobranças de taxas de comerciantes locais.

É comum a criação aberta de porcos em favelas do Rio – Foto: ReproduçãoÉ comum a criação aberta de porcos em favelas do Rio – Foto: Reprodução

Nesse cenário, surge uma novidade uma nova taxa cobrada por esses paramilitares. A milícia da Favela do Rola, em Santa Cruz – Zona Oeste do Rio de Janeiro -, criou a “Taxa do Porco”. É hábito nas favelas da cidade a criação de porcos, em muitos casos para consumo próprio. Assim, o morador pode criar seus porcos, mas terá que pagar R$ 5 por animal criado na favela.

A imagem mostra “assinatura” de grupo de milicianos na Favela do Rola – Foto: ReproduçãoA imagem mostra “assinatura” de grupo de milicianos na Favela do Rola – Foto: Reprodução

Como toda taxa, há punição para o caso de inadimplência ou mesmo atraso no pagamento. Ou seja: se não pagar a Taxa do Porco, a milícia confisca o animal que será utilizado para fazer churrasco. Há um outro detalhe no “empreendimento”, fechando o ciclo do negócio. Os criadores têm de comprar a ração para os animais nos estabelecimentos controlados pela milícia.

Contra rivais

É comum a criação de porcos em favelas, mas há histórias controversas a respeito. Mesmo antes da milícia aparecer no cenário carioca, há relatos de que traficantes criavam os animais com objetivo macabro. Os porcos seriam criados para “ocultação de cadáver”. Eles comeriam os restos de traficantes rivais.

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