Corpo de modelo morta durante lipoaspiração é exumado

Exame cadvérico foi solicitado pelo delegado Evandro Luiz de Melo Lemos, titular do 17° Distrito Policial de São Paulo

Fabrício Porto/ND

Fabrício Porto/ND

Processo durou pouco menos de 20 minutos e envolveu cerca de oito pessoas

O corpo da modelo francisquense Pâmela Baris do Nascimento, 26 anos, morta no final de outubro passado durante uma lipoaspiração em São Paulo, cidade na qual morava há cerca de um ano e meio, foi exumado na manhã desta sexta-feira (23) no cemitério da Enseada, em São Francisco do Sul. O processo durou pouco menos de 20 minutos e envolveu cerca de oito pessoas, entre elas o delegado Ivan Brandt, o médico-legista Marcelo Francisco dos Santos, do IGP (Instituto Geral de Perícias) de Joinville, dois peritos do IML (Instituto Médico Legal), também do município vizinho, e quatro funcionários da prefeitura que cavaram a sepultura até chegar ao caixão.

Em seguida, o corpo – coberto por uma blusa verde e preta e calça preta – foi retirado do caixão e posto em uma das gavetas do IML de Joinville, onde serão realizados os exames solicitados pelo delegado Evandro Luiz de Melo Lemos, titular do 17° Distrito Policial do Bairro Ipiranga, que investiga a possibilidade de erro médico. Uma das perguntas que o exame cadavérico espera responder é se o cirurgião plástico tentou conter a hemorragia que Pâmela sofreu após uma perfuração no fígado durante a lipoaspiração. Na ocasião, a morte da modelo não foi comunicada à polícia ou ao IML da capital paulista.

Ao invés de ser necropsiado, o cadáver foi transladado direto para São Francisco do Sul a pedido do responsável pelo Hospital Green Hill, onde o cirurgião plástico alugou uma sala de cirurgia. Apesar de não ser usual, ele pagou R$ 3 mil adiantados à funerária para que o translado fosse realizado. “Não sabia que ela iria fazer outra lipoaspiração. O médico me ligou era oito da noite dizendo que fez a cirurgia, mas algo deu errado e ela morreu. Queriam que eu fosse para São Paulo reconhecer o corpo, mas não tinha como ir. Liguei para o meu sobrinho que mora lá e, mesmo sem nunca ter visto a Pâmela, ele a reconheceu. Eram quatro horas da manhã, o corpo saiu do necrotério e veio para São Francisco”, lembra a mãe de criação da modelo, a dona de casa Enedina Nascimento Bento, 62.

Foi ela quem estranhou a morte da filha não ter sido avisada à polícia e, dias depois, foi até a capital com objetivo de verificar o apartamento e os pertences pessoas de Pâmela. Enedina também de registrou o boletim de ocorrência para que o caso fosse investigado. “Ela entrou lá andando e saiu em um caixão. O médico ainda queria que o caixão saísse pelos fundos, mas meu sobrinho não deixou. Se ele entrou pela frente deveria sair pela frente também. Desconfiei de erro médico”, disse.

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