Em dez dias, três homicídios solucionados e oito presos em Joinville

Delegado regional, comandante da 5ª RPM e comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar fizeram balanço na associação empresarial da nova sistemática para a segurança pública implantada na cidade

Carlos Junior/ND

Delegado regional Laurito Akira Sato (direita) falou sobre o aumento do número de agentes trabalhando na investigação de homicídios e tentativas

Em dez dias, três casos de homicídios e tentativas foram esclarecidos e oito pessoas foram presas. Esse é o balanço inicial apresentado na noite desta segunda-feira (22) pelo delegado regional Laurito Akira Sato, que fez um levantamento das ações da polícia desde o fechamento, no período da noite, das sete delegacias nos bairros de Joinville, ocorrido no dia 16 de fevereiro. A ação, segundo o delegado, visa readequar horários e rotinas de trabalho, aumentando o número de profissionais atuando no combate e resolução dos casos de homicídios, roubos e furtos. Este ano, foram registrados 21 casos de homicídio em Joinville.

Os números foram apresentados durante reunião na AcijJ (Associação Empresarial de Joinville). Também estiveram presentes o comandante da 5ª RPM (Região da Polícia Militar), coronel Amarildo de Assis Alves, e o comandante do 8º Batalhão da PM, tenente-coronel Jofrey Santos da Silva.

Akira destacou que o fechamento das delegacias no período noturno e concentração de registro de BO (Boletim de Ocorrência) em um único lugar, a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (rua Plácido Olímpio de Oliveira, 843, no bairro Bucarein), possibilitou que mais policiais passassem a atuar na investigação. Com isso, mais profissionais estão trabalhando na resolução de roubos a residências e comércios e outros 28 foram direcionados para as unidades especializadas de homicídios e tentativas.

O presidente do núcleo de supermercados da Acij, Marco Aurélio Mattiola, cobrou mais agilidade na registro de BO e na resolução dos mesmos. Akira frisou que a concentração da atividade em uma única delegacia e o aumento no número de policiais trabalhando na investigação vai garantir mais agilidade.

“É uma prioridade nossa atuar em homicídios e roubos. Nossas unidades especializadas foram reforçadas. Nos meus quatro anos da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), acho que não fui tão feliz quanto neste primeiro mês em Joinville, com o efetivo motivado para fazer o seu trabalho, com resultados diferentes”, destacou. A nova Delegacia de Homicídios, antiga delegacia de delitos de trânsito, instalada na semana passada, passou a contar com 15 agentes, quatro escrivães e três delegados, o dobro da equipe anterior.

“O cidadão de bem não está sendo afetado”

O novo comandante da 5ª RPM, coronel Amarildo de Assis Alves, vindo de Balneário Camboriú, destacou que o fato de conhecer a região facilitou sua vinda para cá. “Conheço a região e os oficiais. Aceitei o desafio, bastante grande, e reconheço os problemas. Os últimos acontecimentos, em que pese o impacto dos números, felizmente mostram que o cidadão de bem não está sendo afetado pelos homicídios.” Segundo ele, o cidadão de bem está sendo afetado pelos furtos e roubos. O coronel comentou, também, sobre a força-tarefa realizada no fim de semana, onde 11 pessoas foram presas, e garantiu que a mesma terá continuidade pelo efetivo existente na cidade. “Força de vontade não vai faltar.”

O tenente-coronel Jofrey Santos Silva, reforçou que não podemos esquecer do binômio Segurança e Liberdade. “Quanto mais segurança, menos liberdade. E quanto mais liberdade, menos segurança.. A liberdade do indivíduo compromete a segurança da coletividade”, avaliou. O comandante destacou também que a força-tarefa será mantida, “O emprego dessa tropa reflete uma sensação maior de segurança, as pessoas notam que a criminalidade recua, os criminosos se assustam e tomam todos os cuidados para não entrar em confronto com a polícia.”

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