Altair Magagnin

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Empresa de tecnologia citada na polêmica saída de Akira Sato nega fraude em licitação

Ceon Tecnologia em Inteligência, que está no mercado desde 2006, classificou como “inverdades” as notícias que classificam a companhia como “empresa de coronéis”

A saída do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Akira Sato, é atribuída a uma suposta ingerência na investigação policial de uma eventual fraude em licitação feita pelo governo do Estado para a contratação de um programa de computador destinado a medir os indicadores de desempenho do Estado. Nesta segunda-feira (4), a empresa se manifestou sobre o tema.

Trechos da nota oficial da Ceon – Foto: Reprodução/NDTrechos da nota oficial da Ceon – Foto: Reprodução/ND

Conforme nota assinada pela Ceon Tecnologia em Inteligência, encaminhada pela advogada da empresa, “são inverdades” informações que dão conta de “fraude em licitação” ou “proteção política do governador à empresa de coronéis”. “Toda a documentação pode ser levada a público, pois nenhum dos contratos teve sua execução fraudada, nem na contratação ou na entrega ou prestação do serviço”, informou.

De acordo com o texto, a Ceon, antiga Iosec, atua no mercado desde 2006 “sempre pautando sua atuação em pioneirismo tecnológico, com suas atividades contábeis, fiscais e contratuais devidamente legais e sob os mais rigorosos pilares de higidez moral e profissionalismo”.

No sábado, a Secretaria de Estado da Administração se manifestou também por meio de nota oficial. “A Secretaria de Estado da Administração refuta qualquer alegação de ilegalidade na contratação de empresa fornecedora de software destinado à gestão dos indicadores de desempenho do Governo do Estado”, afirmou.

Akira Sato teria pedido para sair por suposta coação

Quinze dias depois de ser anunciado como novo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, especula-se que Laurito Akira Sato deva deixar o cargo.

Sato teria se sentido coagido com um pedido para substituir o delegado Rodrigo Schneider, chefe da Cecor (Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção), responsável pelas Decor (Delegacias de Polícia Especializadas no Combate à Corrupção).

As investigações no caso de suposta corrupção em uma licitação no Porto de São Francisco do Sul estariam sob coordenação de Schneider.

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) anunciou que pretende convocar Akira Sato, ou seu sucessor, para explicar este fato. Naatz falou em “uma empresa de coronéis para fraudar o governo”.

Mesmo com os rumores, Sato continua oficialmente no cargo, conforme informação do “Diário Oficial do Estado”.

Sato foi escolhido pelo governador Carlos Moisés (sem partido) para substituir Paulo Koerich, que foi o primeiro nome anunciado para o alto escalão de governo.

Dois nomes foram citados como possíveis sucessores de Sato. O delegado Marcos Ghizoni Júnior, que foi delegado-geral-adjunto no gestão de Raimundo Colombo e promovido a delegado-geral quando o vice Eduardo Moreira assumiu, com a renúncia do titular para concorrer ao Senado nas eleições de 2018.

Politicamente, a indicação caberia ao MDB-SC. Com bom trânsito político, Ghizoni teria sido o plano A de Moisés na sucessão de Koerich, mas declinou. Deve repetir o gesto agora.

O favorito é o delegado Rafaello Ross, que já foi delegado regional de Mafra, foi afastado do cargo por suspeita de improbidade administrativa no caso de uma máquina jukebox, e assumiu a DIC de Joinville.

Rafaello Ross, Akira Sato e Marcos Ghizoni – Foto: Divulgação/NDRafaello Ross, Akira Sato e Marcos Ghizoni – Foto: Divulgação/ND

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