Altair Magagnin

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Favorito para ser delegado-geral de SC responde na Justiça por desvio de máquina jukebox

ATUALIZADA Delegado Rafaello Ross foi exonerado do cargo de delegado regional de Mafra e afastado das funções por estar atrapalhando as investigações, que foram propostas pelo Ministério Público

A suspeita do desvio de uma máquina jukebox apreendida em uma operação policial pesa contra o delegado Rafaello Ross na Justiça de Santa Catarina. Com Marcos Ghizoni fora do páreo, Ross é o favorito para assumir a vaga de Akira Sato como delegado-geral da Polícia Civil catarinense. Hoje, Rafaello Ross é o coordenador da DIC (Divisão de de Investigação Criminal) em Joinville. Ross já foi convidado oficialmente e está disposto a assumir o cargo.

Rafaello Ross em 2015, na função de delegado regional de Mafra – Foto: Divulgação/NDRafaello Ross em 2015, na função de delegado regional de Mafra – Foto: Divulgação/ND

Ross e outros dois agentes estão sendo processados em ações civil e criminal. A denúncia partiu do MP-SC (Ministério Público de Santa Catarina). Em abril de 2019, Ross foi afastado da função de delegado regional de Mafra, no Norte catarinense. Segundo o pedido do Ministério Público, Ross estaria atrapalhando as investigações.

De acordo com o advogado do delegado Rafaello Ross, Arnaldo Faivro Busato Filho, a alegação de que Ross estaria atrapalhando as investigações não procede. Teria sido feita por dois policiais, em retaliação a uma troca de cargos que reduzia seus salários. A mudança, conforme Busato, ocorreu por baixo rendimento nas atividades prestadas no departamento de trânsito da delegacia.

Diferentemente da primeira versão deste texto, Ross não foi afastado das funções de delegado. Ao ser afastado do cargo de regional em Mafra, Ross assumiu o cargo de coordenador da DIC (Divisão de de Investigação Criminal) em Joinville.

Decisão da Justiça que determinou o afastamento de Rafaello Ross das funções – Foto: Reprodução/NDDecisão da Justiça que determinou o afastamento de Rafaello Ross das funções – Foto: Reprodução/ND

Conforme informações da época, a jukebox foi apreendida em uma casa que seria de propriedade de um ex-prefeito de Mafra. Este local, que não tinha alvará, era frequentado por garotas de programa. A máquina não tinha registro da Ablf (Associação Brasileira de Licenciamento Fonográfico) e foi recolhida em uma ação administrativa, por contravenção, não crime.

A dona do estabelecimento teria alugado a jukebox. O proprietário da máquina esteve na delegacia de Mafra tentando recuperar o equipamento, mas não apresentou os documentos que comprovassem a propriedade.

Conforme a defesa de Ross, o equipamento ficou alguns anos em um depósito da delegacia de Mafra. Essa sala ficava no térreo e a sala do delegado regional no segundo andar. Eventualmente, disse o advogado, a máquina era ligada por policiais. Em determinado momento, parou de funcionar.

O agente penitenciário, amigo dos policiais, teria se oferecido para tirar o aparelho do local e consertar. O equipamento teria sido instalado no salão de festas de um agente, onde ficou durante dois anos, conforme o processo.

Segundo o advogado de Ross, ao saber que a jukebox tinha sido tirada da delegacia, o delegado regional determinou que o dispositivo fosse trazido imediatamente de volta. Mesmo assim, a ordem não foi cumprida, pela demora do agente penitenciário conseguir um veículo apropriado para o transporte.

Exatamente neste meio tempo, um delegado subordinado de Ross teria feito a denúncia, que desencadeou nos fatos. Conforme Busato, o delegado denunciante tinha desavenças pessoais com Ross. O fato seria uma vingança por Ross ter tirado uma investigação de homicídio das mãos do subordinado.

Neste momento, o processo continua tramitando na Justiça de Santa Catarina.

O assunto foi destaque na NDTV, ainda RICTV, em 2019, assista.

Akira Sato teria pedido para sair por suposta coação

Quinze dias depois de ser anunciado como novo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, especula-se que Laurito Akira Sato deva deixar o cargo.

Sato teria se sentido coagido com um pedido para substituir o delegado Rodrigo Schneider, chefe da Cecor (Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção), responsável pelas Decor (Delegacias de Polícia Especializadas no Combate à Corrupção).

As investigações no caso de suposta corrupção em uma licitação no Porto de São Francisco do Sul estariam sob coordenação de Schneider.

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) anunciou que pretende convocar Akira Sato, ou seu sucessor, para explicar este fato. Naatz falou em “uma empresa de coronéis para fraudar o governo”.

Mesmo com os rumores, Sato continua oficialmente no cargo, conforme informação do “Diário Oficial do Estado”.

Sato foi escolhido pelo governador Carlos Moisés (sem partido) para substituir Paulo Koerich, que foi o primeiro nome anunciado para o alto escalão de governo.

Dois nomes foram citados como possíveis sucessores de Sato. O delegado Marcos Ghizoni Júnior, que foi delegado-geral-adjunto no gestão de Raimundo Colombo e promovido a delegado-geral quando o vice Eduardo Moreira assumiu, com a renúncia do titular para concorrer ao Senado nas eleições de 2018.

Com bom trânsito político, Ghizoni teria sido o plano A de Moisés na sucessão de Koerich, mas declinou. Deve repetir o gesto agora.

O outro nome é do delegado Rafaello Ross, chefe da delegacia de Mafra.

Politicamente, a indicação caberia ao MDB-SC.

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