Após navio infectado, Justiça autoriza trabalho remoto para servidores da Marinha em SC

Escola de Aprendizes-Marinheiros foi um dos pontos de preocupação, depois que estudantes visitaram o navio Almirante Saboia, em Itajaí

O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) deferiu liminar autorizando os servidores civis da Escola de Aprendizes-Marinheiros em Santa Catarina a exercerem trabalho remoto em razão da pandemia da Covid-19.

Servidores civis da Escola Aprendizes-Marinheiros poderão exercer trabalho remoto em razão da pandemia da Covid-19 – Foto: Reprodução/Facebook/NDServidores civis da Escola Aprendizes-Marinheiros poderão exercer trabalho remoto em razão da pandemia da Covid-19 – Foto: Reprodução/Facebook/ND

A Escola de Aprendizes-Marinheiros foi um dos pontos de preocupação da Marinha do Brasil recentemente. Isso porque um grupo de estudantes visitou o navio Almirante Saboia, em Itajaí, em março.

Na embarcação, dias depois da visita, o comandante e o imediato foram diagnosticados com o novo coronavírus.

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Após a visita, pelo menos cinco alunos que estiveram em contato com os tripulantes do navio apresentaram sintomas respiratórios. Eles foram levados à enfermaria. A reportagem do nd+ apurou que um deles teria sido diagnosticado com pneumonia e ficou isolado.

Segundo a Marinha, todos foram submetidos a exames, e testaram negativo, de acordo com o Comando do 5º Distrito Naval, ao qual é subordinada a escola.

O pedido de liminar, agora concedido pelo TRF-4, foi feito pelo Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional).

Contraponto

A Marinha do Brasil informou, por meio de nota enviada à reportagem na manhã desta sexta-feira (17), que não se manifesta sobre decisões judiciais e reafirmou o compromisso e a atenção em promover um ambiente de trabalho seguro ao pessoal, civil e militar.

A instituição também esclareceu que a Escola Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina tem mantido as atividades escolares, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Além disso, tem adotado os procedimentos compatíveis com seus respectivos cursos, os quais funcionam sob regime de internato.

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