Entenda como funciona o golpe do “promotor de justiça”, que vem sendo aplicado em SC

Por telefone, estelionatário chegou a se passar por membro do Ministério Público do Estado na tentativa de conseguir dinheiro

Um novo golpe está sendo aplicado em Santa Catarina. Desta vez, os golpistas estão se passando por membros e funcionários do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) para conseguir dinheiro.

golpe aplicado em SCGolpistas se passam por membros do MPSC para conseguir dinheiro – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

A tentativa de golpe com o nome da Instituição acontece de duas formas. Em uma delas, os estelionatários oferecem agendamento da vacinação contra a Covid-19.

Em outra, informam sobre a realização de vistoria, em estabelecimentos comerciais e órgãos públicos, para fiscalização das medidas sanitárias de segurança contra o novo coronavírus.

Golpe da vistoria

De acordo com o MPSC, nos últimos dias, uma pessoa se passou por um promotor de Justiça e entrou em contato, por telefone, com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano de um município do Oeste do Estado.

O golpista disse que estava na cidade para vistoriar o órgão público e que, para isso, necessitaria de transporte e diárias no valor de R$ 450. Uma situação parecida também foi registrada em um município do Extremo-Oeste catarinense.

O coordenador de Inteligência e Segurança Institucional do MPSC, procurador de Justiça Rui Carlos Kolb Schiefler, esclarece que “trata-se de um golpe, uma vez que, em hipótese alguma, um membro da Instituição solicitaria pessoalmente qualquer valor, por qualquer motivo”.

Isso porque, quem subsidia a atuação dos promotores de Justiça, é o próprio Ministério Público.

Golpe do agendamento

Em outra situação, o golpista entra em contato, pelo aplicativo de mensagens WhatsApp ou por ligação, para confirmar o agendamento da vacina contra a Covid-19. Ele solicita um “protocolo”, isto é, um código de seis dígitos, que será enviado, via SMS, para o telefone da vítima.

O código recebido por SMS, na verdade, é o próprio código de segurança do WhatsApp, enviado ao titular da conta do aplicativo, após o golpista tentar ativá-lo no aparelho dele.

Caso esse código seja repassado, automaticamente, o golpista clonará a conta de WhatsApp da vítima e poderá enviar mensagens aos telefones cadastrados na lista de contatos. O objetivo principal é solicitar dinheiro emprestado ou pedir para transferir dinheiro a uma terceira pessoa.

Orientação

O Ministério Público ressalta que, caso a pessoa receba solicitações como essas, deve imediatamente informar à Polícia e à Promotoria de Justiça da Comarca.

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