Investimento e valorização dos praças catarinenses

Qualidade do trabalho dos profissionais tornam a segurança pública de SC referência no país

Em seus 20 anos de trajetória, que construiu junto à categoria, a Aprasc conquistou pleitos históricos – Foto: Divulgação/NDEm seus 20 anos de trajetória, que construiu junto à categoria, a Aprasc conquistou pleitos históricos – Foto: Divulgação/ND

Se Santa Catarina tem a melhor segurança pública do Brasil é porque tem os melhores policiais militares, principalmente aqueles que estão nas ruas, na ponta, protegendo a comunidade e combatendo o crime. Eles são os praças – soldados, cabos, sargentos e subtenentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. Por isso, há 20 anos, a Aprasc (Associação de Praças do Estado de Santa Catarina), atua para proteger quem protege a sociedade, lutando pela garantida de direitos e condições de trabalho destes agentes.

Para a entidade, valorizar os homens e mulheres que arriscam a vida para proteger o próximo é garantir, inclusive, o progresso econômico e social.

“Segurança pública de qualidade representa desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda. Afinal, qual a empresa quer se instalar em uma comunidade insegura, onde há assaltos frequentes? Se um Estado e uma sociedade investem no setor, em policiais, bombeiros, em equipamentos, em estrutura, é claro que irá atrair mais investimentos”, ressalta o presidente da Aprasc, subtenente da reserva da Polícia Militar João Carlos Pawlick.

Ele ressalta a importância do reconhecimento aos policiais militares e bombeiros no próprio retorno da atividade ao cidadão

“Queremos sempre oferecer à sociedade a melhor segurança pública, com qualidade, que esteja à altura do seu esforço e dos impostos que ela paga, mas o praça também precisa ter um salário digno, que garanta a ele e sua família as condições de vida e segurança adequados. Ele precisa se dedicar exclusivamente a esse trabalho e ter remuneração suficiente para isso. A sociedade também precisa proteger o policial”, afirma.

João Carlos Pawlick, presidente da Aprasc – Foto: Divulgação/NDJoão Carlos Pawlick, presidente da Aprasc – Foto: Divulgação/ND

“Os 20 anos de Aprasc se confundem com o desenvolvimento da carreira do praça no Estado, que precisa ser cada vez mais valorizado. Falo dos soldados, cabos, sargentos e subtenentes que estão na ponta, protegendo você” Afirma João.

Desafios para o futuro

Associação ressalta que o avanço no segmento representa desenvolvimento econômico – Foto: Divulgação/NDAssociação ressalta que o avanço no segmento representa desenvolvimento econômico – Foto: Divulgação/ND

Entre os maiores desafios da entidade está a criação de um plano de carreira justo para os praças, que dê esperança e perspectiva de futuro para a categoria. “Falo de uma carreira única, que valorize o praça e dê a segurança de que ele poderá avançar em sua trajetória profissional, motivando a tropa e beneficiando as famílias”, destaca Pawlick.

Outro projeto desenvolvido é a criação da Fundação Aprasc, que será o braço social da entidade, beneficiando o praça na hora que ele mais precisa, como em caso de doença, por exemplo.

A categoria também quer atualizar o Código de Ética, que é do ano de 1940 e determina situações aos praças que não se adequam mais à realidade do mundo atual.

Categoria também quer a atualização do código de ética – Foto: Divulgação/NDCategoria também quer a atualização do código de ética – Foto: Divulgação/ND

Lutas e conquistas

Nesses 20 anos de lutas e conquistas, a Aprasc tem construído uma história que se confunde com o desenvolvimento e o amadurecimento da categoria no Estado. Nos últimos anos, a atual diretoria tem trabalhado duro para que pleitos históricos sejam alcançados. A exemplo da reposição inflacionária (que não é aumento salarial), um direito esperado há quase oito anos.

Depois de muita discussão, a proposta do governo foi aprovada e agora tramita na Assembleia Legislativa. Com a aprovação, será o primeiro reajuste em quase dez anos de espera.

Mas a entidade também atuou pelo fim da escala 24×48 dos bombeiros militares, um regime de trabalho duro que foi extinto nesse ano

Sem contar as conquistas na área jurídica, a exemplo da ação do Iprev, que evitou descontos e representou uma economia de R$ 8 milhões mensais aos veteranos. Em dois anos, o setor jurídico movimentou mais de 10 mil ações com mais de 13 mil protocolos e diligências.

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