Mais 345 policiais vão reforçar a Polícia Civil na Grande Florianópolis

Com a falta de efetivo os serviços se acumulam nas DPs. Em algumas unidades, há apenas um delegado para investigar e relatar inquéritos

Reforço no efetivo da Civil
É aguardada com muita expectativa a integração dos 345 novos policiais civis, atualmente, em cursos de delegados e agentes na Academia da Polícia Civil, em Canasvieiras. São candidatos aprovados em concurso público que se formam em julho. Pela deficiência de efetivo na Grande Florianópolis é bem provável que a maioria vá trabalhar na região. A inclusão destes novos policiais vai dar fôlego para resolver os serviços acumulados nas delegacias, além de substituir os que vão embora por tempo de serviço. Nas rondas diárias nas delegacias à caça de notícia, vejo os veteranos contando nos dedos o tempo de serviço. Também percebo a falta de agentes e, sobretudo de delegados.  Na 2ª DP de São José, por exemplo, há apenas  um delegado para concluir relatório de inquérito policial e fazer diligência. Ora, não se pode chupar cana e assobiar ao mesmo tempo. Na cidade e Palhoça o problema mais pontual é a falta de uma delegacia.

Posto de gasolina
Os assaltos a postos de gasolina voltaram a atormentar a vida de empregados,  expostos ao perigo e causar prejuízo para o proprietário. Pelo menos em São José, onde o número de ocorrências sempre foi maior em relação a outros municípios da Grande Florianópolis. Em Forquilhinhas, dois jovens nem tiraram os capacetes da cabeça. Foram direto no caixa, de onde levaram quase R$ 4mil.

Los Angeles
O pintor de parede Márcio Cardoso quase teve um ataque do coração quando chegou em casa, no loteamento Los Angeles, São José: encontrou o cachorrinho morto, provavelmente, por envenenamento no quintal, a  janela da casa “estourada” e uma bagunça generalizada nos quartos. Ele passou na 1ª DP de Forquilhinhas e disse que ladrões roubaram uma televisão de 42 polegadas novinha, DVD, as roupas do varal e calçados.

Caderninho do tráfico 
O nervosismo de Lúcio custou a prisão dele. O istepô  estava “premiado”, em frente a casa, no bairro São Vicente, Itajaí,  conversando com dois homens e ao avistar uma viatura  tentou correr, mas não deu mais tempo. Um PM voou no cangote.  Lúcio rodou com várias trouxinhas de maconha.  Na casa ainda havia uma folha da contabilidade do tráfico e mais de R$ 1 mil em notas de cinco, dez e vinte reais.  Ele foi se explicar na Central de Polícia de Itajaí.

Oficina
O mecânico Rodrigo Waltrick passou na 2ª DP de São José para registrar um arrombamento seguido de furto na Oficina Mecânica MDR. Ele disse que o ladrão levou uma caixa de ferramenta e várias outras ferramentas avulsas, além de uma esmerilhadeira elétrica e um caderno com o nome dos clientes que lhe deviam.  Para terminar um Gol no prazo previsto,   Rodrigo teve que comprar algumas ferramentas.

Tapas & Beijos
Na residência de um casal, no Sul da Ilha o pau pega e não alivia. Ele é estrangeiro e 19 anos mais velho do que ela. Numa das ocorrências, o “gringo” passou na Polícia Civil e deu parte da mulher e da filha que o espancaram. Ele reclamou de um soco no estômago e disse que ela vive ameaçando de botar ele na cadeia. Policiais comentaram por qualquer motivo fútil o “tempo fecha” entre o estrangeiro e a mulher.

Frase:
“Ele nos esclareceu vários pontos sobre a  investigação . Na próxima semana,  o inquérito será concluído e divulgado os nomes dos indiciados”, Alexandre Carvalho, da Deic, após ouvir o secretário da SSP, César Grubba.