Miguel Livramento escapa da morte

Comentarista foi atacado a golpes de faca na garagem da casa, Parque São Jorge, Capital, quando saia para o trabalho, domingo à noite

Débora Klempous/ND

Com gestos enfáticos, Miguel Livramento conta detalhes do ataque que sofreu

O comentarista esportivo Miguel  Livramento, 69, nem precisou sair de casa, no Parque São Jorge, em Florianópolis, para depor na Polícia Civil sobre o atentado que sofreu ao sair de casa, domingo à noite, quando se preparava  trabalhar. Figura simpática, conhecidíssima no mundo do esporte e de uma simplicidade enorme, ele recebeu em sua casa os delegados Ilson Silva, titular da Delegacia Metropolitana, e Marcus Fraile, da Delegacia de Furtos e Roubos  para falar sobre o episódio.

O depoimento foi colhido pelo escrivão, que levou um notebook. Jornalistas que batiam na casa do comentarista  eram convidados a entrar. Miguel se levantava da cadeira, esquecia o policial,voltava-se para o jornalista e ensaiava o atentado: “Quando liguei o carro, na garagem e comecei a ouvir um comentário que gravei depois do jogo do Avaí sentou no banco do carona um garoto  de cor preta.” Miguel perguntou o que o rapaz queria e foi retrucado por um voz agressiva: “Toca, toca, toca, vamos sair daqui”.

Na sequência ele disse que surgiu outro rapaz, claro, empunhando uma faca na mão esquerda. “Este garoto me deu um gravata com a direita e tentou me esfaquear com esquerda. Levantei o braço num reflexo de defesa. Ele acertou meu punho, com um corte profundo, e pegou de raspão meu rosto. Aí eu me apavorei, acionei a buzina do carro e gritei pela Rosa (mulher)”.

Quando a companheira de Miguel chegou à cozinha, abriu a porta da garagem e avistou o marido ensanguentado lutando com dois adolescentes, ela recuou, trancou a porta, subiu para o segundo piso e gritou por socorro. Na garagem, Miguel ainda lutava para não ser esfaqueado mais vezes.

“Ser assaltado é uma situação desesperadora. Eu perguntava o que eles queriam. Disse que era jornalista e que eles iriam se complicar. Os garotos, bem vestidos, foram embora e não levaram nada. Talvez eles nem sabiam quem eu sou”, comentou o polêmico Miguel Livramento.  

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