Motorista de aplicativo denuncia agressão e assalto em Joinville

Volnei da Silva, de 55 anos, trabalhava na região central da cidade no momento em que conta que foi agredido e assaltado

“Se eu estou trabalhando às duas da manhã é porque estou precisando. Duas horas, trabalhando, apanhar e ser roubado? Eu acho que isso não é justo”. A indignação de Volnei da Silva, de 55 anos, está nas palavras, mas também está na pele.

Volnei da Silva conta como foi agredido e assaltado no que, para ele, foi uma emboscada – Foto: Jonathan Rocha/NDTV

O motorista de aplicativo mostra as marcas da violência que sofreu na madrugada desta terça-feira (25), na rua Ministro Calógeras, no Centro da cidade.

Ele conta que estava fora do carro, fumando, depois que um passageiro que havia solicitado o serviço “não apareceu”, quando foi agredido por alguns jovens, por volta das 2h. “Eu estava fumando e uma moça estava sentada na calçada, ela perguntou o que eu estava fazendo e logo começou a gritar: ele está mexendo comigo. Nisso apareceram uns quatro, cinco ou seis, não sei porque eu estava tentando me defender, e já começaram a me bater”, lembra.

Ele garante que não fez nada e só estava fumando enquanto esperava ser chamado para outra corrida. “Eu não fiz nada para ninguém, estava quieto, fumando meu cigarro. Eu sempre desço e procuro um lugar com claridade e bastante gente porque não gosto de fumar dentro do carro. E era assim ali”, diz.

Volnei conta que foi agredido com socos e chutes e que enquanto estava sendo agredido, tiraram a carteira do bolso, entraram no carro e levaram o celular e o dinheiro que estava no veículo. Depois de conseguir se defender e voltar para o carro, os jovens ainda teriam chutado e jogado pedras no carro que está com o para-brisa quebrado e com as marcas da pedrada.

O motorista ainda tentou voltar ao local e pedir os pertences de volta, mas não conseguiu. Agora, além das marcas da agressão, Volnei está sem o celular que usa para trabalhar e sem os documentos.

Ele já registrou boletim de ocorrência e marcou exame de corpo de delito para essa quarta-feira (26). O caso será investigado pela Polícia Civil.

“Eu jamais esperava isso. Fica o trauma, mas eu preciso voltar a trabalhar, é só o que eu tenho para fazer. Torço para que não aconteça com nenhum dos meus parceiros porque é muito ruim”, lamenta.

Leia também:

Dupla assalta taxista e leva carro em Joinville

+

Segurança