Altair Magagnin

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Nelson Nappi Junior e Cristiane tinham vida de luxo que Alcatraz não conseguiu barrar

Casas e carros, veículos aquáticos e grifes, desde primeira fase da operação, investigadores colheram provas de padrão milionário; terceira fase mostra que família continuava movimentação financeiras

Casal epicentro da terceira fase da Operação Alcatraz, Nelson Castello Branco Nappi Junior e Cristiane Rios dos Santos Castello Branco Nappi ostentavam um padrão de luxo que não era condizente com a remuneração de um funcionário público estadual, mesmo que exercesse o cargo de secretário-adjunto de Estado da Administração.

Nelson Castelo Branco Nappi Junior – Foto: Reprodução/NDNelson Castelo Branco Nappi Junior – Foto: Reprodução/ND

Na origem dos trabalhos, que avançaram nesta quinta-feira (14), a Polícia Federal encontrou evidências de um patrimônio milionário, supostamente adquirido por meio do desvio de recursos públicos. Já preso, Nappi Junior continuou fazendo movimentações financeiras.

Uma vida de luxo

Apartamentos e carros de luxo, motos aquáticas, além da compra em lojas de grifes internacionais foram encontradas pelos investigadores a partir da quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, além apurações em campo.

Documentos públicos revelam imagens de Nappi pilotando uma moto aquática no mar do Norte da Ilha de Santa Catarina, onde o casal teria um apartamento estimado em R$ 1,2 milhão. Nappi foi registrado entrando na garagem deste edifício, na Cachoeira do Bom Jesus.

Documento policial mostra registro de Nelson Castelo Branco Nappi Junior em moto aquática – Foto: Reprodução/NDDocumento policial mostra registro de Nelson Castelo Branco Nappi Junior em moto aquática – Foto: Reprodução/ND

O ex-secretário foi fotografado dirigindo um carro Mercedes-Benz. Cristiane também tinha um bom veículo, da marca BMW. Os dois automóveis foram apreendidos já na primeira fase da Alcatraz.

Voltando aos imóveis, Cristiane foi registrada chegando a outro apartamento atribuído pelos investigadores ao casal, um duplex de R$ 2 milhões, no Estreito. A mulher de Nappi também foi vista conversando com profissionais de arquitetura em um café. Na reunião, a decoração dos imóveis da família.

A compra de dois aparelhos de televisão, um de 60 polegadas e outro de 65 polegadas, também foi registrada nas investigações, assim como um sofá de quase R$ 20 mil.

As apurações também revelaram que Nappi teria comprado mais de R$ 650 mil em produtos da grife francesa Louis Vuitton.

Novas movimentações

As movimentações financeiras não foram interrompidas nem mesmo depois que Nelson Nappi Junior foi preso. Esse foi um dos motivos da deflagração da terceira fase da Operação Alcatraz. Entre as movimentações, Nappi pagou dívidas e repassou cheques. Também foi identificado outro carro de luxo, um Mini Cooper, que estava em nome do pai.

Trânsito político

Nelson Nappi Junior foi secretário-adjunto de Estado da Administração durante os dois mandatos de Raimundo Colombo (PSD) e Eduardo Pinho Moreira (MDB). Para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, Nappi seria um dos líderes de uma organização criminosa, operada de dentro da secretaria e alastrada em outros setores do governo.

Documento policial mostra registro de Nelson Castelo Branco Nappi Junior em moto aquática – Foto: Reprodução/NDDocumento policial mostra registro de Nelson Castelo Branco Nappi Junior em moto aquática – Foto: Reprodução/ND

Evolução patrimonial é compatível com capacidade financeira, diz advogado

A investigação sobre os bens de Nappi e Cristiane fazem parte de uma ação penal que está em andamento e tem uma audiência agendada para abril de 2022. Conforme o advogado Leonardo Pereima de Oliveira Pinto, Nelson Nappi nega as acusações. “Nós vamos demonstrar no curso da ação penal que a evolução patrimonial é compatível com a capacidade financeira”, afirmou o defensor.

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