No Ribeirão, ladrões fazem a ronda

Comunidade reclama da falta de policiamento preventivo e pede mais segurança.Comerciante é baleado em casa depois de fechar o restaurante

Débora Klempous/ND

Assaltantes estudaram o local e os moradores, conta irmão da vítima

No Ribeirão da Ilha, a segurança parece estar na inversão de valores. Segundo moradores, na falta de policiamento preventivo durante as madrugadas, as rondas são feitas pelos assaltantes. Como ocorreu com a tentativa de latrocínio na casa do comerciante Anselmo (a irmã pediu para não divulgar o nome completo dele). Proprietário de um restaurante onde o carro chefe é a ostra, Anselmo foi ferido com um tiro no pescoço. Ele está no Hospital Celso Ramos e o quadro clínico inspira cuidados médicos.

A irmã dele, Marta, contou que havia acendido um velinha e se preparava para dormir, quando ouviu um barulho forte na porta, como se fosse um explosão de bujão de gás, e logo em seguida o tiro. “Meu irmão foi  baleado na porta do quarto. Fiquei assustada e me joguei da janela do outro quarto”.

Ela disse que os ladrões – um grandalhão e outro adolescente – só perguntavam pelo dinheiro: “Cadê o dinheiro, cadê o dinheiro”. Meu irmão, continuou Marta, deu apenas o que tinha, cerca de R$ 100. “Acredito que os ladrões acharam muito pouco, por isso  deram o tiro no pescoço dele.”

Marta falou que os suspeitos vinham observando a movimentação de Anselmo porque eles deixaram um Clio a cerca de 100 metros da casa e arrebentaram a porta a pesada quando meu irmão chegou e  estava indo dormir. “Foi premeditado”, ressaltou.  Ela contou que a Polícia Militar atendeu ao chamado rápido. “Em menos de 15 minutos ela já estava conversando com a gente, mas não obtive êxito na captura dos suspeitos”.

A comerciante, ela também é sócia do restaurante, reclamou da falta de segurança e pediu ao comando do 4º BPM, responsável pelo policiamento na região, pelo menos uma ronda preventiva no horário de fechamento dos restaurantes. Marta disse que ao longo da via gastronômica, na rua Baldicero Filomeno, concentram-se mais de 20 estabelecimentos comerciais onde o carro-chefe é a ostra.

O comandante do 4º BPM, tenente-coronel Araújo Gomes, afirmou que existe policiamento e salientou que naquela noite havia quatro viaturas do Pelotão Tático Móvel  em rondas na Ilha. Uma guarnição estaria na região do Ribeirão da Ilha. Gomes disse ainda que mantém uma base na Tapera, a menos de três quilômetros do local do assalto e acresentou que o sargento Miranda é o responsável pelo policiamento comunitário, verificando com os habitantes os locais vulneráveis para aplicar o policiamento preventivo. “Reclama da falta de segurança quem é vitima de assalto”, observou.

De acordo com Gomes, fazia muito que não ocorria roubo seguido de tentativa de homicídio  na região. A moradora Patrícia Moreira Costa, 35, contou que todos os restaurantes da via gastronômica já foram assaltados. “Alguns mais de uma vez”, denunciou.

Acesse e receba notícias de Florianópolis e região pelo WhatsApp do ND+

Entre no grupo
+

Segurança