Altair Magagnin

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Novo delegado-geral da Polícia Civil já foi convidado e aceitou, só falta anúncio oficial

Rafaello Ross deve mesmo ser o novo chefe da Polícia Civil de Santa Catarina em substituição a Akira Sato, que ficou 15 dias no cargo, governo do Estado ainda não se pronunciou

O convite já foi feito e aceito. Salvo um fato novo – e ele aconteceu -, é questão de horas o anúncio do delegado Rafaello Ross como novo chefe da Polícia Civil de Santa Catarina. O coordenador da DIC (Divisão de de Investigação Criminal) em Joinville está disposto a assumir o cargo de delegado-geral de polícia, depois da saída do delegado Akira Sato, que ficou 15 dias no posto.

Rafaello Ross e equipe de Joinville, em foto de dezembro de 2020, “família”, escreveu – Foto: Reprodução/NDRafaello Ross e equipe de Joinville, em foto de dezembro de 2020, “família”, escreveu – Foto: Reprodução/ND

Programado inicialmente para sexta-feira, a confirmação da exoneração de Sato e a confirmação do novo titular da função vem se arrastando ao longo do fim de semana. Adiada para sábado, para domingo, agora fala-se que a oficialização fique mesmo para segunda-feira.

O primeiro convidado foi Marcos Ghizoni, que declinou. Com isso, Ross passou a ser o favorito. Logo que o nome passou a ser especulado, também voltou ao noticiário a suspeita do desvio de uma máquina jukebox apreendida em uma operação policial que pesa contra o delegado Rafaello Ross na Justiça de Santa Catarina.

De acordo com o advogado de Ross, Arnaldo Faivro Busato Filho, a acusação foi uma retaliação de desafetos, um delegado e dois policiais subordinados na delegacia de Mafra, enquanto Ross era o delegado regional. Ross não teve envolvimento com os fatos, conforme o defensor.

Akira Sato teria pedido para sair por suposta coação

Quinze dias depois de ser anunciado como novo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, especula-se que Laurito Akira Sato deva deixar o cargo.

Akira Sato cumprimenta Carlos Moisés em evento em Joinville, no dia 17, quando assumiu o cargo – Foto: Julio Cavalheiro/Divulgação/NDAkira Sato cumprimenta Carlos Moisés em evento em Joinville, no dia 17, quando assumiu o cargo – Foto: Julio Cavalheiro/Divulgação/ND

Sato teria se sentido coagido com um pedido para substituir o delegado Rodrigo Schneider, chefe da Cecor (Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção), responsável pelas Decor (Delegacias de Polícia Especializadas no Combate à Corrupção).

As investigações no caso de suposta corrupção em uma licitação no Porto de São Francisco do Sul estariam sob coordenação de Schneider.

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) anunciou que pretende convocar Akira Sato, ou seu sucessor, para explicar este fato. Naatz falou em “uma empresa de coronéis para fraudar o governo”.

Mesmo com os rumores, Sato continua oficialmente no cargo, conforme informação do “Diário Oficial do Estado”.

Sato foi escolhido pelo governador Carlos Moisés (sem partido) para substituir Paulo Koerich, que foi o primeiro nome anunciado para o alto escalão de governo.

Dois nomes foram citados como possíveis sucessores de Sato. O delegado Marcos Ghizoni Júnior, que foi delegado-geral-adjunto no gestão de Raimundo Colombo e promovido a delegado-geral quando o vice Eduardo Moreira assumiu, com a renúncia do titular para concorrer ao Senado nas eleições de 2018.

Eduardo Moreira dá posse a Marcos Ghizoni como delegado-geral – Foto: DSC03973Eduardo Moreira dá posse a Marcos Ghizoni como delegado-geral – Foto: DSC03973

Politicamente, a indicação caberia ao MDB-SC. Com bom trânsito político, Ghizoni teria sido o plano A de Moisés na sucessão de Koerich, mas declinou. Deve repetir o gesto agora.

O favorito é o delegado Rafaello Ross, que já foi delegado regional de Mafra, foi afastado do cargo por suspeita de improbidade administrativa no caso de uma máquina jukebox, e assumiu a DIC de Joinville.

Rafaello Ross e Marcos Ghizzoni Júnior – Foto: Divulgação/NDRafaello Ross e Marcos Ghizzoni Júnior – Foto: Divulgação/ND

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