O desabafo do professor esfaqueado por um doente desassistido pelo Estado

Paciente recebe laudo favorável de hospital para tratamento ambulatorial na unidade de saúde, perto do local onde ele esfaqueou o professor

O desabafo do professor

“O que aconteceu foi um horror. Fui escolhido aleatoriamente. O ferimento, na jugular, foi gravíssimo. Consta que o agressor, Sebastião Germano, é portador de esquizofrenia, sujeito a surtos psicóticos, já tendo cometido homicídio. Por ser inimputável, acabou no Hospital de Custódia, de onde, após laudo favorável, foi encaminhado para tratamento ambulatorial no Centro de Atenção Psicossocial Ponta do Coral, distante 150 metros do local onde ele me esfaqueou. O inquérito policial tramita na 5ª DP e o mais provável é que Sebastião retorne para o Hospital de Custódia. Embora não exista cura para a esquizofrenia, existe tratamento e, caso Sebastião estivesse recebendo tratamento adequado, a tentativa de homicídio não teria acontecido. Quem deveria oferecer este tratamento adequado é o Estado, que falhou, como tem falhado sistematicamente nas questões de educação e segurança pública”, Henrique Finco.

Ciúmes

Desiludido pelo fim do namoro, o borracheiro Inácio tentou uma reconciliação. Passou na casa da ex, bateu palmas do portão e chamou Daiane para uma conversa amistosa. Mas não teve jeito. A garota disse que não estava mais a fim e quando falou que seu coração já pertencia a outro amor, Inácio não se conteve e partiu para a ignorância, deixando no rosto da moça as marca dos cinco dedos. Ela deu queixa na DP de Palhoça.  
 

Direção perigosa

Almir pensou que iria fazer festa com amigos, no Scarpelli, no clássico Figueirense x Avaí. Ele apenas pensou porque no meio do caminho foi parado pela Polícia Rodoviária Federal e convidado a fazer o teste de bafômetro. O resultado foi desastroso e sem condições de guiar. O Monza de Almir foi apreendido e devolvido para um parente habilitado. Ele teve que assistir ao jogo na TV da delegacia e antes de ir embora foi obrigado a pagar fiança. 

Crack

Durante ronda de rotina no Morro do Mocotó, próximo à creche do Duduco, o PM Alex avistou um jovem em situação suspeita que correu para um matagal. O soldado seguiu o istepô e percebeu que ele dispensava alguma coisa enquanto corria. Era um saco plástico contendo 80 pedras de crack. O fio desencapado conseguiu fugir, deixando a droga para trás.

César Nogueira/Arte ND

Flanelinha abusado

O flanelinha Pablo Alexandre se deu muito mal ao tentar arrancar um “troco” do PM Felipe que estava à paisana na rua Padre Schuler, no Centro da Capital. Sem saber que o motorista era policial, o flanelinha falou mal dele um monte, dizendo que não iria vigiar de graça e passou a extorqui-lo. Felipe se identificou, deu cana no abusado e o mandou refletir um pouco no xilindró socado de preso.  

 Diarista

 A diarista Marilene não tem certeza, mas desconfia que o ladrão que entrou em sua casa pela caixa d’água é um magricela da região que vive sempre envolvido em furtos. Ela foi na 5ª DP e disse que o suspeito foi certinho no guarda-roupas,  onde estavam R$ 1 mil. O magricela, que mora no bairro Saco Grande, já foi intimado à comparecer na DP.

Frase:

“O caminhoneiro dirigindo sob efeito de cocaína coloca em risco a vida de terceiros. Neste caso,  o tráfico fica em segundo plano.  Estamos alertando a sociedade e a Justiça  sobre este perigo gigante”, Fábio Nertens, delegado da Polícia Federal.