Ribeirão da Ilha merece segurança

Cenas macabras de homem morto a golpe de ferro e comerciante baleado em casa, neste fim de semana, deixaram a comunidade assustada

Insegurança na Freguesia do Ribeirão
O nosso Ribeirão da Ilha que se transformou numa das mais sofisticadas  rotas gastronômicas da Ilha precisa, urgentemente, de segurança. Os nativos viram na extração da ostra um complemento no orçamento familiar. Casaram e ali construíram suas famílias. Mas ao mesmo tempo em que a comunidade se multiplica, a segurança pública encolhe e os roubos aumentam. Neste fim de semana, as marcas da violência assustaram:  um homem foi morto a golpes de ferro na cabeça e um comerciante baleado no pescoço durante tentativa de latrocínio. Para garantir a segurança a comunidade conta apenas com um subdistrito que funciona de segunda a sexta, das 8h às 18h, num autêntico horário para funcionário público acomodado e um posto da PM. Os assaltantes têm apenas uma única rota de fuga, a Baldicero Filomeno, aonde a polícia deveria desenvolver ações preventivas e repressivas à noite. Mas enquanto isso não acontece à comunidade se tranca nas casas, agarrada no terço para não ser roubada, esperando o dia clarear.

Assalto
“Passa a grama senão tu vai perder a vida”. Esta foi a frase ameaçadora que Bianca ouviu de um suspeito de bermuda vermelha, camisa verde com uma cicatriz no rosto, nas imediações do Instituto Estadual de Educação, Centro. Já passava das 22h30 quando ela foi obrigada a entregar o celular e a carteira, contendo dinheiro e documentos pessoais, para o criminoso que continuou caminhando pela calçada. Ela deu queixa na polícia e disse que naquele momento não passou nenhuma viatura da PM.

Beijo na boca
Jamir se passou no ambiente de trabalho: beijou na boca, à força, uma mulher casada 20 anos mais nova do que ele na frente dos amigos. Constrangida, a jovem foi embora e reclamou para o marido. O casal registrou boletim de ocorrência na DP da Mulher. Ao saber que deu b.o., Jamir passou a ameaçar, por telefone, o marido da colega de trabalho. Agora ele vai responder, criminalmente, por estas duas ocorrências para aprender a respeitar a mulher do próximo. 

Fofoca
A dona casa Laura não gostou como a tia de seu marido, Denise, a tratou,  ameaçando-lhe dar um soco no rosto  e deu queixa na polícia.  Laura disse para o policial de plantão que estava estendendo roupas no varal e parou para ouvir a conversa de Denise com o cunhado Matheus:  “De repente,  Denise parou de fofocar e veio de dedo em riste na minha direção dizendo que não devia  me meter em conversa de família e ameaçou me espancar.”  Laura pediu para o delegado intimar Denise.

Tiroteio
Dois adolescentes de 16 anos transportando produtos de furto num Space Foxo trocaram tiros com uma guarnição da PM na Vila Militar, da Marinha.  Ao dupla entrou numa rua sem saída para abandonar o carro e seguiu fugindo a pé, pulando cercado de vizinhos.  Um garoto detido  levou a guarnição na casa do colega onde foram recuperados joias, um Sandero, TV, bolsa feminina, aparelhos eletroeletrônicos e outros produtos de furto.

Smith & Wesson
Policiais do 7º BPM, em rondas de rotina no loteamento Ceniro Martins, bairro Potecas, São José,  avistaram um homem em atitude suspeita em frente a um carrinho de cachorro-quente e evitaram um possível assalto. Ao perceber a viatura se aproximando,  Eder Leandro correu e deixou cair um revólver calibre 357,  numeração raspada, marca Smith & Wesson. O istepô foi pego pelo cangote e levado até a 1ª DP de São José, onde foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma.

Frase:
“O complexo penitenciário não é mais qualificado como inadequado”, Leandro Soares Lima, diretor do Departamento Estadual de Administração Penal.