Onda de roubos a mão armada em casas no Campeche assusta moradores

Dois roubos foram registrados no mês de janeiro em casas no Campeche, Sul da Ilha de Santa Catarina; segundo a polícia, vítimas foram rendidas e amarradas

Moradores do Campeche, no Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, relataram preocupação com a segurança da região após uma onda de roubos a mão armada dentro de casas no bairro.

De acordo com os registros da PM (Polícia Militar), os crimes ocorreram nos dias 7 e 13 de janeiro deste ano, e causaram preocupação na corporação. Além disso, outros dois furtos à residências foram registrados em dezembro no Campeche.

Polícia registrou casos de roubo em residências no CampecheRoubos a mão armada em domicílios ocorreram no Campeche, no Sul da Ilha  – Foto: Divulgação

O Tenente-Coronel Dhiogo Cidral, comandante da 3ª Cia da Polícia Militar de Florianópolis, que é responsável pela região, confirmou as ocorrências.

“Foram quatro situações, sendo de dois tipos diferentes. Em dezembro o que tivemos foi furto em residência, e em janeiro tivemos dois casos mais emblemáticos, porque foram dois roubos a residência. O roubo, que é mediante a violência, é mais grave”, relata.

Conforme explica Cidral, os furtos são crimes mais recorrentes por toda a cidade, e por isso essas ocorrências não causaram maior preocupação.

“O furto é uma coisa que, não vou dizer que é aceitável, mas não é tão incomum. Já havia acontecido ali na região do Campeche em outras ocasiões em 2020, inclusive. É uma questão de ocasião, o furto acontece desde o país mais civilizado do mundo até o mais incivilizado. Não é uma coisa que se tolera, existe o código penal que prevê punição pra isso, mas infelizmente é uma constante. Não só no Campeche, acontece em outros bairros da Capital”, esclarece.

No entanto, os registros de janeiro mostraram uma situação mais sofisticada e incomum para a região.

“Já o roubo tem uma problemática maior, porque tem toda uma ação, as pessoas entraram dentro de casa, amarraram as vítimas, subtraíram alguns bens e depois fugiram. Na região do Sul da Ilha, é muito incomum esse tipo de ocorrência, por isso nos causa preocupação”, ressalta o comandante da PM.

Ainda de acordo com Dhiogo Cidral, já foram identificados alguns suspeitos após os depoimentos das vítimas.

“Já fizemos levantamento, e encaminhamos os possíveis envolvidos para a Polícia Civil para que seja feito um mandado de busca e possamos prender essas pessoas. Desses casos de roubo, pelo menos em um as vítimas reconheceram os criminosos”, diz Cidral.

A delegada Ana Cláudia Pires, da DRR (Delegacia de Repressão à Roubos), da Polícia Civil de Florianópolis, é a responsável pela investigação dos casos. “Roubo em residência típico, entraram nas casas e renderam alguns moradores com arma de fogo”, revela.

Apesar da similaridade e proximidade geográfica dos crimes, ainda não há indícios de ligação entre eles, diz a delegada. “Não foi verificado nada pontual que ligue os casos, não há uma confirmação de que sejam os mesmos autores. Todos estão com as investigações em andamento.”

Os itens roubados, assim como mais detalhes sobre as vítimas, não foram revelados por Ana Cláudia Pires, já que a investigação ainda ocorre. Felizmente, nenhuma vítima ficou ferida nas ocorrências, e foram registrados apenas perdas materiais.

Polícia reforçou policiamento no local

O Tenente-Coronel Dhiogo Cidral explica que, após os incidentes, o policiamento no Campeche e em outros locais do Sul da Ilha foi reforçado.

“Desde então não tivemos mais registros destes incidentes. Agora na Operação Veraneio, reforçamos nosso policiamento no Campeche, até porque é uma área de balneário, e muito turística. Então temos um grande reforço policial na área.

Além disso, vale ressaltar que contamos com a colaboração da população para denunciar qualquer tipo de informação referente a esses crimes.”

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