Operação no Rio prende dois suspeitos do Escritório do Crime

Milícia é uma das investigadas no caso envolvendo as mortes da ex-vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes

Uma operação do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) e da Polícia Civil prendeu dois denunciados de participarem de uma organização criminosa conhecida como “Escritório do Crime”, que se dedica a homicídios por encomenda, nesta terça-feira (30). Os presos foram Leonardo Gouvêa da Silva (vulgo ‘MAD’) e de Leandro Gouvêa da Silva (vulgo ‘Tonhão’). Além deles, um terceiro homem que não era alvo da operação também foi preso.

Grupo realizava homicídios por encomenda – divulgação/NDGrupo realizava homicídios por encomenda – divulgação/ND

A milícia é uma das investigadas no caso envolvendo as mortes da ex-vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. A ação do MPRJ aconteceu com apoio das Polícias Civil e Militar.

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Segundo o MP, o grupo possuía ligação estreita com Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como ‘Capitão Adriano’, que teve prisão decretada, ficou foragido e foi morto por agentes do Bope em 9 de fevereiro deste ano na Bahia, durante operação visando sua captura.

‘Capitão Adriano’ é apontado como mandante do homicídio de Marcelo Diotti da Mata, cuja execução foi realizada pelo “Escritório do Crime”, na noite de 14 de março de 2018. Diotti, que já havia sido preso por homicídio e exploração de máquinas de caça-niqueis, era visto como desafeto por seus executores.

O Ministério Público afirma que “na atuação do grupo criminoso há emprego ostensivo de armas de fogo de grosso calibre. A agressividade e destreza nas ações finais revelam um padrão de execução. Fortemente armados e com trajes que impedem identificação visual, tais como balaclava e roupas camufladas, os atiradores desembarcam do veículo e progridem até o alvo executando-o sem chances de defesa”.

O MP afirma que Leonardo exerce a chefia sobre os demais, responsável pela negociação, o planejamento, a operacionalização e a coordenação quanto à divisão das tarefas criminosas a serem executadas por seus asseclas, sendo forte braço armado.

Já Leandro, irmão e homem de confiança de Leonardo, atua como motorista do grupo, tendo ainda como incumbência o levantamento, a vigilância e o monitoramento das vítimas. Outros dois denunciados cumprem funções semelhantes, sendo ainda braços armados: João Luiz da Silva (‘Gago’) e Anderson de Souza Oliveira (‘Mugão’), ambos ex-policiais militares.

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