Polícia Civil acredita que prisão de liderança vai fragilizar PCC em Santa Catarina

Suspeito de 38 anos é apontado como "final de estado" da facção criminosa em Santa Catarina

Fabrício Porto/ND

Flagrante: Casal foi preso por posse ilegal de arma e associação criminosa. C.R. também tinha dois mandados de prisão em aberto

A Polícia Civil de Joinville prendeu nesta terça (9) um homem apontado como o principal líder do PCC (Primeiro Comando da Capital) em Santa Catarina. O suspeito C.R., de 38 anos, é de Joinville e foi detido por volta da 1h em uma rua do Jardim Paraíso. A mulher dele, A.C.T., de 24 anos, também foi presa. Na casa do casal, que fica no mesmo bairro, os policiais da DIC (Divisão de Investigação Criminal) encontraram um revólver calibre 38, munição, cinco facas, uma espada samurai, camisetas com o brasão da Polícia Civil falsificadas, algemas, giroflex, e cartas que comprovariam a relação do casal com a facção criminosa.

A dupla foi autuada em flagrante por posse ilegal de arma e associação criminosa. “Nosso serviço de inteligência conseguiu identificar que este rapaz é o ‘final do estado’, o líder maior da facção paulista em Santa Catarina”, informou o delegado da DIC João Adolpho Fleury Castilho. Ele acrescenta que o homem já tem algumas passagens criminais e tinha mandado de prisão em aberto em São Paulo por fugir enquanto cumpria pena de oito anos e sete meses no regime semiaberto. “Aqui em Joinville, ele já passou pelo Presídio Regional e estava evadido desde dezembro da PIJ (Penitenciária Industrial de Joinville) onde cumpria pena por roubo, também no regime semiaberto”, detalhou.

Fabrício Porto/ND

Na casa dos suspeitos foram localizados camisetas falsificadas da Polícia Civil, algemas, cinco facas, uma espata samurai, um revólver calibre 38 com munições, cartas do PCC e um giroflex 

O casal são resistiu à prisão e até o final da manhã estavam na sede da DIC, no bairro Boa Vista. A Polícia Civil não quis informar para qual unidade prisional eles serão levados, nem os endereços onde aconteceram as prisões e nem nome dos detidos para não atrapalhar as investigações. Os policiais também apuram se o homem tem relação direta ou indireta nos homicídios registrados na região.

Trabalho contra guerras de facções

Para o delegado Regional de Joinville, Laurito Akira Sato, a prisão é uma resposta à comunidade de que a Polícia Civil de Joinville está atuando fortemente no combate à criminalidade, em especial aos homicídios. “Joinville vive uma guerra de disputa de território por partes duas facções criminosas. Grande parte dos homicídios que vem sendo registrados na cidade estão ligados a estes grupos rivais. Nossas esquipes estão na rua, fazendo diligências, investigando e armando operações para o combate a estas organizações criminosas, elucidar estes crimes e prender os responsáveis”, comentou Sato.

A Polícia Civil acredita que com a prisão deste causará uma certa fragilidade na organização criminosa, que precisará se reestruturar no Estado. O trabalho da investigação da Civil segue em ritmo acelerado.

Fabrício Porto/ND

Delegados da DIC, João Adolpho Fleury Castilho (E), Wanderson Alves Joana (D) com o delegado Regional de Joinville, Laurito Akira Sato (C) garantem que investigação está em ritmo acelerado

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