Polícia não descarta que conhecidos tenham assassinado casal de idosos

Reprodução RIC TV

Continua o mistério do assassinato de Eurico Eger, 76 anos, e Hilda Bruch, 77 anos, mortos com apenas um tiro de espingarda calibre 12 dentro da própria casa na madrugada de quarta-feira. O tiro atravessou as costas de Eurico e pegou no pescoço de Hilda. Quando a polícia chegou ao local encontrou Eurico sentado no chão, ao lado da cama, com uma espingarda calibre 36 no colo e a mulher pedindo socorro na vizinha.

 Hilda foi levada para o Hospital Regional de São José, mas não resistiu os ferimentos e morreu logo em seguida. O crime ocorreu na rua Osvaldino Gustavo Vieira, no Morro Bela Vista, em Biguaçu, por volta da 1h40.

O que intriga o delegado de Biguaçu, Nilton César da Silva é a maneira como os suspeitos entraram na casa: “Os cachorros – pastor alemão e bulldog – não latiram e o vidro da janela foi quebrado, provavelmente por uma coronhada da espingarda, sem o casal acordar”. Nada  foi levado. Nilton não descarta nenhuma possibilidade para o motivo do crime.

“Estamos investigando tudo, até  pessoas que conheciam o casal”,disse o delegado. Ele ressaltou que os matadores não usaram a estrada para chegar à residência.  Seguiram por uma trilha no matagal, nos fundos da casa. O que torna o caso ainda mais intrigante é que os matadores não levaram nada.

Nilton já começou a ouvir pessoas próximas a família. Vizinhos contaram para o delegado que o aposentado tinha um gênio austero, típico de alemão. Há cerca de dois meses a casa de Eurico Eger foi invadida por cinco suspeitos, mas ele não registrou boletim de ocorrência. Além da propriedade no Morro Bela Vista, em Biguaçu, onde criava cerca de dez cabeças de gado, o aposentado era dono de terras que fazem divisa com uma reserva indígena em Biguaçu. 

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