Polícia sem pista de assassinato de empresária em Tijucas

Suspeitos entraram com o capacete na cabeça para dificultar identificação. Vítima se trancou no escritório, onde foi morta

A Polícia Civil deve começar a ouvir na próxima semana funcionários do abatedouro de frangos, localizado no bairro Timbé, interior de Tijucas, onde a proprietária Leandra Laureci Inez, 37, foi morta a tiros. O crime ocorreu por volta das 16h da última segunda-feira. Segundo o delegado Pedro Henrique Mendes, os suspeitos são três homens que fugiram em duas motocicletas. No local não há câmeras de vigilância. Os assaltantes invadiram o abatedor sem tirar o capacete da cabeça para dificultar a identificação.

Facebook/ND

Dona de abatedouro de frangos foi atingida por tiros em assalto

Eles não conseguiram levar o dinheiro do cofre por que a proprietária se trancou no escritório. Três tiros atravessaram a porta de madeira e mataram Leandra.  Os bandidos roubaram apenas R$ 200 de um dos funcionários. De acordo com o delegado, os criminosos invadiram o abatedouro justamente no quinto dia útil do mês, quando os empregados recebem o pagamento. “Os criminosos foram  para roubar”, resumiu o delegado.

Um dia após o crime, a Policia Militar deteve três motociclistas em atitudes suspeitas na cidade. Um deles correu para uma casa, mas logo foi recapturado. Em poder dele foram apreendidas 20 munições de calibres 32 e 38. Levados à delegacia, o trio não foi reconhecido como os suspeitos de terem matado a empresária. Apenas um deles foi autuado por porte de munição.

O delegado disse que estendeu o prazo para ouvir as vítimas porque o crime ocorreu recentemente e as testemunhas ainda estão em estado de choque. O assassinato de Leandra entristeceu a cidade e ganhou força nas redes sociais. Pelo facebook, moradores e amigos da empresária pedem mais segurança e policiamento para a cidade. Em uma das postagens,  com o título “Carta aberta ao governador”, o internauta  diz que quer ter a oportunidade de envelhecer na sua cidade natal, conhecida por ser pacata, mas que hoje está vivendo a inércia de um Estado tolerante à violência.

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