Acusado de assassinar médica em SC já tinha nova namorada no RS, afirma delegado

Nova companheira do acusado não acreditou que Ireno Nelson Pretzel fosse foragido, mas "ficou muito abalada"

Ireno Nelson Pretzel, de 65 anos, já tinha outra namorada no Rio Grande do Sul, onde estava morando, quando foi preso pelo assassinato da médica pediatra Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz, em março de 2020, em Itapema, no Litoral Norte de Santa Catarina.

De acordo com o delegado Marco Schalmes, da Polícia Civil de Charqueadas, região carbonífera do Rio Grande do Sul, a nova namorada de Ireno, inclusive, não acreditava que o companheiro fosse foragido.

Acusado de assassinar médica em SC já tinha nova namorada no RS, afirma delegado – Foto: Arquivo pessoalAcusado de assassinar médica em SC já tinha nova namorada no RS, afirma delegado – Foto: Arquivo pessoal

“Ela não acreditou quando viu os policiais. Eu tive que mostrar reportagens da época no meu celular para que ela acreditasse que era ele”, conta o delegado. “Ela ficou muito abalada quando soube”, conclui.

Ele teria conhecido a nova companheira em um aplicativo de namoro. Com o relacionamento, ele se mudou para a região de Charqueadas.

Prisão

A prisão aconteceu durante um levantamento de local, a partir de uma informação do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil de Santa Catarina, que apontava onde Ireno estava morando. “Por coincidência, ele estava no local, onde já foi feita a prisão”, explica o delegado. 

Agora Ireno aguarda transferência para o presídio de Itajaí. De acordo com o DEAP (Departamento de Administração Prisional), o nome dele ainda não está na lista para transferência, e aguarda liberação da Justiça do Rio Grande do Sul.

Segundo o delegado Marco Schalmes, o trâmite para transferência leva cerca de 48h. Ireno segue em Charqueadas.

O caso

Ireno é réu confesso do assassinato da pediatra Lúcia Regina Gomes Mattos Schultz, em março de 2020. O crime aconteceu em Itapema, na casa de Lúcia, onde o casal passava os primeiros dias da quarentena imposta pelo coronavírus.

Ireno Nelson Pretzel já havia sido preso, logo depois do crime, mas foi solto no dia 3 de junho de 2020. Em março deste ano, Alex Blaschke Romito Almeida, o advogado de defesa do acusado, afirmou à reportagem do Grupo ND que havia duas decisões conflitantes e um pedido de habeas corpus em julgamento, portanto, orientou o réu confesso a não se apresentar e “continuar no local”.

A prisão é em cumprimento à decisão do TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), que determinou prisão preventiva de Ireno.

De acordo com o advogado Alex Blaschke Romito Almeida, o habeas corpus solicitado pela defesa continua aguardando julgamento.

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