Acusados de espancar médico em Florianópolis são condenados a mais de 9 anos de prisão

O crime contra o médico foi tipificado como tentativa de homicídio triplamente qualificada. O apelo em liberdade foi negado aos réus

Dois dos três agressores do médico Cláudio Santos Pacheco, espancado na UPA (Unidade de Pronto Atendimento de Florianópolis) do Sul da Ilha, em Florianópolis, foram condenados a 9 anos de prisão. O terceiro dos agressores não foi identificado. O crime contra o médico foi tipificado como tentativa de homicídio triplamente qualificada.

UPA do sul da Caapital – Foto: Reprodução/MapsUPA do sul da Caapital – Foto: Reprodução/Maps

Além do motivo fútil, por ter ocorrido em um desentendimento de trânsito, o júri também citou o emprego de meio cruel, pelos espancamentos em regiões vitais que causaram sofrimento desnecessário, e a impossibilidade de defesa da vítima, uma vez que eram três agressores. Os três homens ainda esconderam a vítima desacordada.

O réu José Paulo de Almeida Júnior deverá cumprir 9 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. Já o réu Idezio Correa dos Santos foi condenado a 9 anos e 26 dias de reclusão, também em regime fechado.

O apelo em liberdade foi negado aos réus, uma vez que, segundo as autoridades, seria um abalo à credibilidade da Justiça. A vítima e os familiares se mostraram satisfeitos com o resultado do julgamento.

Relembre o caso

A agressão aconteceu no dia 5 de janeiro de 2020, após uma discussão de trânsito na Grande Florianópolis. Os dois acusados estavam em um bar quando resolveram ir até uma boate. Na casa noturna, eles encontraram um conhecido e decidiram sair do local.

Após rodar por alguns quilômetros, eles foram fechados no trânsito pelo veículo do médico. A partir daí, teve início uma perseguição até o local do crime, no estacionamento da unidade de saúde. De acordo com as investigações, a vítima foi agredida com socos, chutes e uma pedra, principalmente no rosto.

Quando o médico perdeu a consciência, os agressores puxaram o corpo para trás de um tapume e o cobriram com uma lona. Pacheco ficou internado, tendo alta apenas no fim de fevereiro, e foi necessária a colocação de 50 pinos em seu rosto.

Confira mais informações na reportagem do Cidade Alerta.

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Cidade Alerta SC

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