Associação de delegados vai apresentar provas contra dois coronéis da PM catarinense

Entidade de classe da Polícia Civil fala de "dois pesos e duas medidas" para casos semelhantes

Rosane Lima/ND

Alexandre Oliveira e Renato Hendges (D) falam em “dois pesos e duas medidas”

A  Adepol SC (Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina) vai apresentar provas contra o secretário adjunto da SSP, coronel PM Fernando Rodrigues Menezes e contra o presidente da comissão de licitação, coronel José Teodésio. As provas serão apresentadas daqui a pouco na Deic (Diretoria de Investigações Criminais).

 O presidente da Adepol, delegado Renato Hendges, afirma que os dois militares estão sendo investigados pela Deic, por ter desviado motores de carros apreendidos, mas não foram exonerados.  “No entanto, tiraram o cargo de diretor da Deic,  do delegado Cláudio Monteiro sem sequer ter algum procedimento instaurado”.

Renato acrescentou que a exoneração de Monteiro foi sumária. “Queremos que o secretário da Segurança Pública, César Grubba, use os mesmos critérios. Não podemos admitir dois pesos e duas medidas”, disse  Hendges. Monteiro está sendo investigado por desvio de diária. Ele foi exonerado do cargo de confiança da direção da Deic  pelo secretário César Grubba antes de ser instaurada sindicância e inquérito policial.

A perda do cargo ocorreu há quase 10 dias, e a sindicância e o inquérito  foram instaurados somente na terça-feira (10). Grubba ressaltou que as provas contra Monteiro são robustas. “Não tive outra alternativa. Se eu não o fizesse estaria cometendo crime de prevaricação”.

Sobre o inquérito policial que investiga os dois militares no envolvimento de desvio de ferrosos, além de outros integrantes da SSP, Grubba disse que desconhece o teor do que foi apurado. Mas afirmou que o resultado da sindicância feita pela corregedoria da SSP, paralelamente ao inquérito policial, já está em seu gabinete.  “Vou ansalisar o resultado para depois eu me manifestar.”

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