Cabeça humana é encontrada em matagal na Grande Florianópolis

Suspeita é de que a cabeça seja de uma mulher atropelada no domingo (10) em São José e que pertença a um corpo encontrado em bairro próximo

Uma cabeça humana foi encontrada na tarde desta segunda-feira (11) no bairro Roçado, em São José, na Grande Florianópolis. A suspeita é que cabeça seja de uma mulher, na faixa de 40 a 50 anos, que teria sido atropelada na madrugada de domingo (10).

Pessoas em frente a um carro da PM perto do matagal de onde encontraram a cabeçaSuspeita é que a cabeça seja de uma mulher vítima de atropelamento no dia anterior, em São José – Foto: Roçado NEWS/Divulgação/ND

Segundo o delegado da DIC (Divisão de Investigação Criminal) de São José, Felipe Simão, um corpo foi encontrado decapitado às margens da BR-101, em Barreiros, e a perícia está verificando se existe a vinculação entre os membros.

No local onde acharam o corpo, foram encontradas partes do carro envolvido no acidente, como a placa do veículo, de São José, e vidros das janelas. A distância entre os bairros onde foram localizadas as partes do corpo são de cerca de dez quilômetros.

“A suspeita é de que a cabeça tenha ficado presa no carro e o motorista a dispensou depois. Ela foi localizada com vidros da janela do veículo. Nunca tinha visto isso”, pontua o delegado. 

A mulher tinha problemas com vício em álcool e havia sido dada como desaparecida no sábado. Conforme o delegado, a cabeça foi reconhecida pelos familiares.

O veículo foi localizado na manhã desta terça (12) e o motorista identificado. Segundo o delegado, o advogado do suspeito entrou em contato com a Polícia Civil e alegou que o cliente não pôde se apresentar à delegacia até esta manhã pois estaria machucado, sem poder sair de casa.

No entanto, mais tarde na terça-feira, às 17h, o suspeito prestou depoimento na delegacia, segundo seus advogados, Carlos Augusto Ribeiro e Maurício Tschumi Leão por meio de nota.

“Ele prestou todos os esclarecimentos possíveis por meio de interrogatório devidamente formalizado,  ficando à disposição das autoridades policiais. Esclarece, ainda, que reafirma que se tratou de uma fatalidade, sem a qual contribuiu de forma dolosa ou culposa, mas se compadece com a vítima e vem colaborando ativamente para a elucidação do caso e as circunstâncias que envolveram o acidente.”

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