Cachorro que matou bebê em SC não está mais com a família; saiba o destino

Recém-nascido foi atacado pelo animal no dia 14 de agosto; representante da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Biguaçu se reuniu com os pais da criança

O cachorro que matou um bebê recém-nascido em Biguaçu, na Grande Florianópolis, não está mais com a família. Com dificuldades para doar o animal, os pais da criança buscaram auxílio da prefeitura municipal.

Cachorro que matou bebê em SC não está mais com a família – Foto: Pixabay/Reprodução/NDCachorro que matou bebê em SC não está mais com a família – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

O superintendente da Famabi (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Biguaçu), Marcondes Rodrigues Borba, informou ao ND+ que ocorreu uma reunião entre a Fundação e a família nesta quinta-feira (26).

Uma representante da ONG Adote um Focinho e o procurador adjunto da Famabi, Thiago Martins Coelho, estiveram no encontro. “Nos comprometemos a prestar auxílio tanto na doação, quanto no adestramento e na castração dos animais”, afirmou Borba.

Na manhã desta sexta-feira (27), os dois cães da família, entre eles, o que atacou o bebê, foram encaminhados à Unidade de Vigilância de Zoonoses do município, onde foram castrados. O animal que mordeu a criança será adestrado antes de ser doado.

Segundo o superintendente, mesmo diante do que aconteceu, a família demonstrou preocupação com a possibilidade dos cães sofrerem eutanásia. Borba, contudo, confirmou que o destino será mesmo a adoção.

Animais sem raça definida

Inicialmente, a Polícia Civil havia atribuído a autoria do ataque ao bebê a um cão da raça Chow-Chow. A Polícia Civil e a Famabi, no entanto, corrigiram a informação.

Trata-se de uma cadela fêmea, adulta, de porte médio a grande, sem raça definida. O outro animal que pertencia à família tem as mesmas características. De acordo com Borba, os dois cães foram resgatados das ruas e estavam com a família há anos.

Diante de denúncias sobre possíveis abandonos de animais da raça Chow-Chow, a Famabi postou um comunicado na internet afirmando “que as informações a respeito dos animais foram desencontradas”. 

Acrescentou que não se pode estigmatizar determinadas raças por “tragédias isoladas, imprevisíveis e que fogem do controle da ação humana.”

A Fundação lembrou que cada animal possui suas peculiaridades relacionadas ao comportamento, forma de tratamento e que, principalmente, “todos eles são irracionais e agem por instinto, razão pela qual não se pode atribuir culpa aos bichanos, tampouco aos seus proprietários.”

Por fim, o comunicado salienta que abandono de animais é crime e que qualquer atrocidade cometida contra eles será punida na forma da lei, tanto no âmbito administrativo quanto penal.

Relembre o caso

O caso que chocou a região da Grande Florianópolis aconteceu no dia 14 de agosto, em Biguaçu. De acordo com o delegado responsável pela investigação, Rodrigo Dantas, as duas cadelas brigaram enquanto os donos entregavam a comida.

Em seguida, o casal proprietário tentou separar a briga, mas um dos animais entrou na residência e avançou na criança de apenas 23 dias, que estava no sofá. O bebê foi levado ao hospital em estado gravíssimo. No entanto, a morte foi confirmada ainda na tarde do dia do ataque.

Um inquérito policial foi instaurado na Delegacia da Comarca de Biguaçu. O pai da criança compareceu, de forma espontânea, na delegacia para prestar esclarecimentos sobre a morte do recém-nascido.

A equipe de investigação esteve no local onde o bebê morreu para apurar se os cães sofriam maus-tratos, mas a possibilidade foi descartada.

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