Ex-ministro da Justiça se arrependeu de aprovar lei, sugere Joesley

O empresário diz no áudio que, em um jantar com José Eduardo Cardozo, relembrou encontro anterior dos dois, aparentemente ocorrido em 2013, ano em que a lei foi implementada

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um dos áudios recuperados pela Polícia Federal contém relatos de Joesley Batista sobre José Eduardo Cardozo. Na gravação, o empresário sugere que o ex-ministro da Justiça se arrependeu da lei das organizações criminosas, aprovada durante o governo Dilma Rousseff (PT) e hoje usada na Operação Lava Jato em ações contra políticos.

O empresário diz no áudio que, em um jantar com o ex-ministro dias antes, relembrou encontro anterior dos dois, aparentemente ocorrido em 2013, ano em que a lei foi implementada.

Nessa primeira ocasião, nas palavras de Joesley, Cardozo comemorava a aprovação do que seria “uma lei fantástica” para ajudar a combater grupos como o PCC (Primeiro Comando da Capital).

“Coincidentemente eu janto com o Zé agora, um mês atrás, dois meses atrás. No iniciozinho, falei: ‘Ô Zé, antes de começar a conversa: lembra aquela vez que a gente jantou? […] Você lembra que tava feliz, comemorando da lei de combate ao crime organizado?”, afirma Joesley.

Segundo o sócio da JBS, Cardozo respondeu: “Puuuta cagada, Joesley. Nos enganaram. […] Aprovamos essa lei, pensando no crime organizado, no narcotráfico. Eu e a Dilma, rapaz, nos enganaram”. A fala seria referência à aplicação posterior da lei, visto pelo ex-ministro como “a fonte de todos os problemas”, de acordo com o empresário.

Cardozo disse à reportagem que não comentaria a conversa deste ano, por sigilo profissional, já que o contexto era de relação entre advogado e cliente. Mas afirma que “nunca” disse a ninguém que ele e Dilma foram enganados. “Pode-se discutir hoje se está sendo bem aplicada ou não, mas isso é uma outra questão. É um debate que está sendo feito na comunidade jurídica, sobre aspectos como a delação premiada”, diz.

Sobre o primeiro encontro relatado por Joesley, o ex-ministro afirma que não sabe a que situação ele se referiu e que não se lembra de ter feito comentários com ele sobre a aprovação da lei.

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Cardozo se arrependeu de aprovar lei, sugere Joesley

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um dos áudios recuperados pela Polícia Federal contém relatos de Joesley Batista sobre José Eduardo Cardozo. Na gravação, o empresário sugere que o ex-ministro da Justiça se arrependeu da lei das organizações criminosas, aprovada durante o governo Dilma Rousseff (PT) e hoje usada na Operação Lava Jato em ações contra políticos.

O empresário diz no áudio que, em um jantar com o ex-ministro dias antes, relembrou encontro anterior dos dois, aparentemente ocorrido em 2013, ano em que a lei foi implementada.

Nessa primeira ocasião, nas palavras de Joesley, Cardozo comemorava a aprovação do que seria “uma lei fantástica” para ajudar a combater grupos como o PCC (Primeiro Comando da Capital).

“Coincidentemente eu janto com o Zé agora, um mês atrás, dois meses atrás. No iniciozinho, falei: ‘Ô Zé, antes de começar a conversa: lembra aquela vez que a gente jantou? […] Você lembra que tava feliz, comemorando da lei de combate ao crime organizado?”, afirma Joesley.

Segundo o sócio da JBS, Cardozo respondeu: “Puuuta cagada, Joesley. Nos enganaram. […] Aprovamos essa lei, pensando no crime organizado, no narcotráfico. Eu e a Dilma, rapaz, nos enganaram”.

A fala seria referência à aplicação posterior da lei, visto pelo ex-ministro como “a fonte de todos os problemas”, de acordo com o empresário.

Cardozo disse à reportagem que não comentaria a conversa deste ano, por sigilo profissional, já que o contexto era de relação entre advogado e cliente. Mas afirma que “nunca” disse a ninguém que ele e Dilma foram enganados.

“Pode-se discutir hoje se está sendo bem aplicada ou não, mas isso é uma outra questão. É um debate que está sendo feito na comunidade jurídica, sobre aspectos como a delação premiada”, diz.

Sobre o primeiro encontro relatado por Joesley, o ex-ministro afirma que não sabe a que situação ele se referiu e que não se lembra de ter feito comentários com ele sobre a aprovação da lei.

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