Casos de estelionato em Santa Catarina crescem 85% na pandemia

De acordo com os dados da SSP, a região da Grande Florianópolis lidera o ranking de estelionatos no estado, com uma média de cerca de 842 golpes a cada 100 mil habitantes

Santa Catarina registrou alta nos casos de estelionato e a expectativa é que 2021 registre um número recorde de casos desse tipo de crime. A situação vem piorando desde 2019 e se agravou durante a pandemia, com o aumento da dependência dos meios digitais. De acordo com a SSP/SC (Secretaria de Segurança Pública do Estado), o número de casos cresceu 85% em 2020. Entre os meses de janeiro e julho deste ano, a taxa já era 59% maior.

Na pandemia, catarinenses vivem verdadeira explosão no número de estelionatos – Foto: Pixabay/Divulgação/NDNa pandemia, catarinenses vivem verdadeira explosão no número de estelionatos – Foto: Pixabay/Divulgação/ND

De acordo com os dados da SSP, a região da Grande Florianópolis lidera o ranking de estelionatos no estado, com uma média de cerca de 842 golpes a cada 100 mil habitantes. Em segundo lugar está o Vale do Itajaí, seguido da região Norte.

Confira o top 3 do ranking:

1º – Grande Florianópolis: 842, 5 golpes a cada 100 mil habitantes;

2º – Vale do Itajaí: 589, 3 golpes a cada 100 mil habitantes;

3º – Norte: 465,7 golpes a cada 100 mil habitantes.

Segundo a Polícia Civil, existem 17 tipos de estelionatos. O mais comum deles é a clonagem. Já no caso das vendas pela internet, o mais comum se tornou o tipo de golpe em que o consumidor compra o produto e nunca o recebe ou quando o vendedor envia o produto e nunca recebe o pagamento.

“Tava a fim de vender o Playstation no valor aproximadamente na época de R$ 1.800 e eu coloquei o Playstation na OLX. Então, eu recebi uma mensagem do golpista perguntando se eu poderia colocar o Playstation no Mercado Livre, porque ele só poderia comprar se fosse pelo cartão. Aí, eu peguei, enviei o Playstation, formatei, fui nos Correios e ainda paguei R$ 200 de taxa. Até hoje, eu não vi o valor do dinheiro e não vi mais o Palystation”, contou uma vítima que preferiu não se identificar.

Outro caso, em Balneário Camboriú, chamou atenção pela forma que o golpe foi aplicado. O criminoso mandava buscar o produto que ele comprou, mas nunca pagou, através de motoristas de aplicativo. A ideia era evitar o encontro com a vítima.

“Uma pessoa entrou em contato com a central, informando que havia sido vítima de um golpe e que estaria na frente da casa para onde o autor teria levado o produto. Era um videogame. A guarnição foi até o local e, enquanto conversava com a vítima, o autor saiu com o videogame para entregar para um veículo. Foram abordados de pronto e feito o flagrante a vítima reconheceu como sendo o seu videogame. Feito o flagrante, adentraram a residência. Lá tinham dez televisores, um notebook, um celular, inclusive uma motocicleta”, relatou o comandante da GMBC (Guarda Municipal de Balneário Camboriú), Douglas Ferraz.

Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Itajaí.

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BG Itajaí

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