Moacir Pereira

Noticias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC, da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Cel. Araujo Gomes foi vetado para o Senasp por twitter ofensivo a Bolsonaro

Ex-comandante alegou que houve engano e que cancelou a reprodução na internet

Não foram interferências políticas de lideranças ou parlamentares de Santa Catarina que levaram o Palácio do Planalto a vetar o nome do coronel Carlos Alberto Araújo Gomes para o cargo de Secretário Nacional de Segurança Pública, para o qual tinha sido convidado por dois ministros.
A razão única e principal foi um twitter do deputado federal Marcelo Freixo, do PSol, que Gomes retuitou na Internet, comparando o presidente Bolsonaro com o ditador Hitler.
A informação está contida no site “Juscatarina”, que dá mais detalhes sobre o veto:
“O sósia de Hitler (o da direita) concorreu a vereador pelo ex-partido do presidente, quando recebeu doação de Flávio Bolsonaro. A foto foi tirada após ser proibido de discursar, a convite do Carlos Bolsonaro, por causa do traje. Não é de hoje o facínio do clã pelo nazismo!”
A mensagem acima, publicada pelo deputado federal Marcelo Freixo (PSOL/RJ) em sua conta no Twitter, junto com a foto do presidente Jair Bolsonaro ao lado de homem com fisionomia e vestimentas que lembram o genocida alemão, foi compartilhada no dia 17 de janeiro pelo então comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes, em sua conta pessoal na rede social, e foi o principal motivo do veto ao seu nome para assumir a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).
É o que revelam fontes de Brasília ouvidas pelo Portal JusCatarina, sob a condição de anonimato. Assim que o nome de Araújo Gomes começou a ser ventilado nos bastidores do Palácio do Planalto como forte opção ao comando da SENASP, integrantes da ala ideológica do governo federal identificaram o compartilhamento da postagem ofensiva e passaram a fazer intenso movimento contra qualquer participação de Araújo Gomes na administração Jair Bolsonaro.
Isso porque Marcelo Freixo, ex-vereador do Rio de Janeiro, é considerado o principal adversário da família Bolsonaro no seu reduto eleitoral. As divergências entre o presidente e seus filhos com Freixo, amigo e companheiro de partido da vereadora Marielle Franco, fuzilada por milicianos em março de 2018, ultrapassam questões político-ideológicas e atingem o campo pessoal. O deputado é considerado inimigo da família, e vice-versa.
Por essa razão, o gesto de Araújo Gomes foi visto como inaceitável e injustificável, principalmente por pessoas do entorno do vereador Carlos Bolsonaro, que tem forte influência sobre o pai. Nem mesmo a pressão de associações militares, da Frente Parlamentar Mista da Segurança no Congresso e de setores da maçonaria foi capaz de reverter o quadro.”
Para o site, o coronel Araujo Gomes explicou que houve engano na reuitada sobre a mensagem de Freixo e que logo em seguida teria apagado a reprodução.
Acionado pelo celular nos dois últimos dias, o ex-comandante geral da Policia Militar de Santa Catarina não deu retorno.
Atualizado as 20h: O coronel Araújo Gomes acaba de ligar para dar maiores informações e novos esclarecimentos sobre o episódio. Em seguida nova postagem.

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Moacir Pereira