Chapecó não tem registros de feminicídios há um ano

O último caso ocorreu no dia 14 de janeiro de 2020; a redução vem ocorrendo nos últimos anos

Chapecó, o maior município do Oeste de Santa Catarina, vem apresentando constantes avanços no enfrentamento da violência contra a mulher. Neste mês de janeiro completou um ano sem registro de feminicídio. O último caso, ocorreu em 14 de janeiro de 2020, quando uma idosa foi morta pelo filho. O crime resultou em tragédia familiar com o suicídio do autor após cometer o crime.

Os números de feminicídio estão em queda nos últimos naos em Chapecó. – Foto: Arquivo/Pixabay/Divulgação/NDOs números de feminicídio estão em queda nos últimos naos em Chapecó. – Foto: Arquivo/Pixabay/Divulgação/ND

Segundo o delegado da DPCAMI (Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso) de Chapecó, José Airton Stang, o município vem apresentando significativa queda de feminicídios nos últimos anos.

Em 2017 foram registrados sete casos, já em 2018 e 2019, foram dois casos em cada ano, encerrando 2020, com um único caso. “Enquanto isso, infelizmente, em todo o estado de Santa Catarina foram registrados 57 casos”, lamenta o delegado.

Enfrentamento à violência

Os bons resultados em Chapecó são fruto do empenho e comprometimento das várias instituições e entidades que atuam no enfrentamento da violência contra a mulher na cidade. Além disso, Chapecó possui uma casa para abrigar vítimas de violência, o que, na avaliação do delegado, tem sido fundamental na preservação de suas vidas.

Para o delegado, outro fator importante para a redução dos números, foi a criação de um novo crime na Lei Maria da Penha, em 2018, possibilitando a prisão em flagrante do agressor que descumpre medidas protetivas de urgência, sem possibilidade de ser solto mediante fiança, o que aumentou os casos de prisão.

Somente no ano de 2020, foram realizadas 223 prisões por violência doméstica em Chapecó, e encaminhados pela DPCAMI 690 pedidos de medidas protetivas de urgência.

Denuncie

“A violência contra a mulher é um flagelo nacional, que classifica o Brasil como 5º país mais violento do mundo. A forma mais eficiente para rompimento do ciclo de violência é a formalização de denúncias aos órgãos de proteção”, pontua o delegado.

Stang ressalta que a Polícia Civil de Santa Catarina criou a Delegacia de Polícia Virtual da Mulher, por meio da qual as vítimas podem registrar o boletim de ocorrência sem sair de casa. Para isso, basta acessar o site da instituição (www.pc.sc.gov.br), ou através do Disque-Denúncia 181, e também do Whatsapp (48) 9 8844-0011.

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