Conheça a trajetória policial do “serial killer do Distrito Federal”

Desde o primeiro crime cometido em 2007, Lázaro já fugiu três vezes da prisão e reincidiu ao menos 10 delitos

Conhecido como “serial killer do Distrito Federal”, o primeiro delito de Lázaro Barbosa ocorreu no ano de 2007, quando foi preso por cometer duplo homicídio, mas fugiu pouco depois da prisão.

Lázaro Barbosa, de 32 anos, é suspeito de matar família no DF e fugir para Goiás – Foto: Reprodução/NDLázaro Barbosa, de 32 anos, é suspeito de matar família no DF e fugir para Goiás – Foto: Reprodução/ND

Dois anos depois, em 2009, na cidade de Brasília, ele foi preso no Complexo Penitenciário da Papuda por estupro, roubo e porte ilegal de arma de fogo.

Lá, psicólogos emitiram um laudo apontando que ele era detentor de conduta agressiva e impulsiva, além de instabilidade emocional. Dois anos após progredir para o regime semiaberto, ele fugiu em 2016 da prisão.

Em 2018, o serial killer voltou a ser preso em Águas Lindas (GO), novamente por estupro, roubo e porte ilegal de arma. Meses depois, fugiu pela terceira vez.

No ano passado, ele invadiu uma chácara em Santo Antônio do Descoberto, agrediu um idoso com um machado e foi indiciado por roubo qualificado pela restrição de liberdade das vítimas, emprego de arma e tentativa de latrocínio; a vítima perdeu parcialmente a visão.

As fugas somam-se a extensa lista de delitos cometidos pelo criminoso, entre elas: casos de homicídio, triplo homicídio, estupros, tentativa de latrocínio, porte ilegal de arma de fogo, furto e roubos.

O ano em que Lázaro chamou a atenção de todo o país

Em abril de 2021 deu-se início à sequência de crimes que fizeram Lázaro Barbosa ficar reconhecido nacionalmente por seus delitos.

No dia 27 daquele mês, em Cocalzinho (GO), o homem se aproximou da janela de uma fazenda e atirou contra dois moradores dentro da propriedade.

Um mês depois, no dia 18 de maio, entrou em uma chácara de Ceilândia (DF), obrigou todos os moradores a ficarem nus, prendeu os homens em um quarto e coagiu as mulheres a cozinharem para ele. Duas semanas após o ocorrido, invadiu outra chácara na cidade e roubou os moradores.

Em junho, ele voltou a matar: no dia 4, invadiu uma chácara de Cocalzinho e matou o proprietário a tiros. Cinco dias depois, agora em uma chácara de Ceilândia, manteve o caseiro e a família reféns, matou a tiros e facadas o pai e os dois filhos; na sequência, sequestrou a mulher, a levou para um rio, onde a torturou, estuprou e matou.

No dia 10, invadiu mais uma propriedade e roubou os moradores com uma arma de fogo. Um dia depois, novamente em Cocalzinho, cometeu outra invasão a uma propriedade rural e disparou contra o morador.

Ainda em Cocalzinho, foram várias invasões no dia 12: primeiro, invadiu uma chácara e ameaçou os reféns; estes, porém, foram obrigados a usar drogas e Lázaro não os matou. Logo depois foi a outra propriedade, onde manteve como reféns uma mulher, uma criança e quatro homens. Três deles foram alvejados por Lázaro, que atirou também contra os policiais e fugiu. Ele ainda teve tempo de passar por outra chácara, atirar no morador da propriedade e fugir.

No dia 13, o serial killer furtou um veículo, o abandonou na BR-070 e ateou fogo no automóvel quando avistou uma barreira policial. No dia seguinte, quando invadia uma chácara, o caseiro percebeu sua chegada, atirou contra ele e o obrigou a fugir.

Sua última aparição foi há cinco dias. Ele invadiu uma chácara, sequestrou pai, mãe e a filha adolescente do casal, levou-os para um rio próximo e, quando avistou a polícia, disparou contra os agentes – atingindo um deles no rosto e no pescoço.

O paradeiro do “serial killer”

Quase 300 agentes de segurança participam das buscas em Cocalzinho de Goiás (GO) por Lázaro Barbosa. O rapaz supostamente se esconde numa área de mata há quase duas semanas e desafia as autoridades locais, que tentam capturá-lo com operações diárias.

Além dos 270 agentes públicos, o cerco a Lázaro inclui o uso de um “drone” da PF (Polícia Federal) com uma câmera termal, capaz de detectar diferenças de temperatura, cães farejadores, blitze nos veículos que circulam pela região e ainda até policiais especialmente treinados em ambiente de caatinga e cerrado.

Em todas as saídas das estradas locais, a qualquer condição de suspeita, os policiais param os automóveis para averiguar a possibilidade do homem de 32 anos se esconder nos porta-malas dos veículos.

Além da cruzada para capturar o fugitivo, a polícia civil de Goiás também abriu uma investigação nas redes sociais para identificar os autores de perfis que fazem apologia ao criminoso.

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