Conheça o novo delegado-geral da Polícia Civil de SC

Marcos Ghizoni possui experiência no comando da corporação; especulações foram levantadas sobre o que gerou a saída de Akira Sato

O delegado Marcos Flávio Ghizoni, de 48 anos, é apresentado, na noite desta segunda-feira (4), como novo delegado-geral de Santa Catarina. Ele assume no lugar de Akira Sato.

Delegado Marcos Ghizoni é o novo delegado-geral de Santa Catarina – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/NDDelegado Marcos Ghizoni é o novo delegado-geral de Santa Catarina – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/ND

Na Polícia Civil desde 2006, Marcos Ghizoni atuou como delegado-geral adjunto, entre 2015 e 2018, assumindo o comando da corporação em 20 de fevereiro de 2018.

Além disso, possui graduação em Direito pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), onde se formou em 2003, e graduação em Ciência da Computação pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí), onde se formou em 1999.

“Desejo êxito ao delegado Ghizoni neste importante desafio de comandar a nossa Polícia Civil”, afirma o delegado Akira Sato, que se afasta do comando da corporação por questões de saúde.

Além disso, Marcos Ghizoni ocupou o cargo de controlador-geral na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) no início de 2019.

Em contato com o repórter do Grupo ND, Nicolas Horácio, o delegado-geral afirma que um dos pontos de foco será aumentar a estrutura da Deic (Departamento Estadual de Investigação Criminal).

“Um dos principais pontos é o reforço da Deic e a estrutura. Eu não sei ao certo quantos delegado tem na DEIC, mas considero poucos para o tamanho. Se tiver 20, eu quero aumentar para 40”, destaca o delegado-geral Marcos Ghizoni.

“Agradeço ao delegado Akira Sato por ter assumido a Delegacia Geral da Polícia Civil e desejo poder contar com seu trabalho e sua experiência na Polícia Civil tão logo se restabeleça”, destaca o governador Carlos Moisés da Silva.

O pedido de demissão do delegado Akira Sato, que havia assumido o cargo apenas duas semanas, movimentou os bastidores da política catarinense.

Antes do governo afirmar que o desligamento ocorreu por motivos de saúde, houve a especulação que Sato teria se sentido coagido com um pedido para substituir o  delegado Rodrigo Schneider, chefe da Cecor (Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção), responsável pelas Decor (Delegacias de Polícia Especializadas no Combate à Corrupção).

As investigações no caso de suposta corrupção em uma licitação no Porto de São Francisco do Sul estariam sob coordenação de Schneider.

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) anunciou que pretende convocar Akira Sato, ou seu sucessor, para explicar este fato. Naatz falou em “uma empresa de coronéis para fraudar o governo”.

A empresa responsável pelo contrato, que na época se chamava Iosec e hoje se chama Ceon, negou que haja qualquer tipo de irregularidade.

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