Consumo de iogurte grego e Nutella é alvo de investigação em Rio Negrinho

Irregularidades apontadas pela Polícia Civil podem resultar em pena de 2 a 12 anos de reclusão

Iogurte grego, Nutella e leite Ninho: apesar de doces, esses itens são parte de uma amarga investigação da Polícia Civil de Rio Negrinho, que apura irregularidades no Iprerio, o Instituto de Previdência da cidade do Planalto Norte de Santa Catarina.

Iogurte grego, Nutella e outros produtos foram consumidos de forma irregular, segundo a investigação – Foto: PixabayIogurte grego, Nutella e outros produtos foram consumidos de forma irregular, segundo a investigação – Foto: Pixabay

De acordo com a investigação, entre 2015 e 2017, houve irregularidades no órgão responsável por administrar a previdência dos servidores municipais. As informações ficaram evidentes em um relatório de atividades encaminhado pelos conselheiros fiscais do instituto em março deste ano.

Segundo a Polícia Civil, entre as irregularidades estão a compra de diversos alimentos – como iogurte grego, bolachas, Nutella, leite Ninho e água de coco – que, em vez de serem consumidos em reuniões no local, eram desviados por uma servidora para consumo próprio.

Além disso, essa mesma servidora teria usado a verba do Iprerio para pagar duas anuidades do CRC (Conselho Regional de Contabilidade), o que totalizou prejuízo de R$ 866 para os cofres do instituto.

Por fim, ela também teria recebido jetons – gratificação instituída por lei aos conselheiros e membros do comitê de investimentos do Iprerio que participam de reuniões – de forma irregular, totalizando cerca de R$ 1.960

O inquérito policial foi finalizado na segunda-feira (16) e concluiu que houve a prática de peculato (desvio de dinheiro público). A pena prevista para o crime varia entre 2 e 12 anos de reclusão.

O que diz o Iprerio

O Iprerio, autarquia da prefeitura de Rio Negrinho, se posicionou sobre o caso por meio de nota. Veja:

“O Processo Administrativo foi concluído e apurou que não houve dolo por parte da servidora indiciada, uma vez que os pagamentos, todos em seu favor, foram previamente autorizados pelos seus superiores, sendo eles os dirigentes máximos do Instituto a época, e a quem compete a autorização de todos os pagamentos os quais foram empenhados pela servidora às claras, sem omissão alguma.

Porém, ao não observar as normas legais e regulamentares, incorreu em infrações administrativas, o que resultou em dano ao erário público, razão pela qual o ressarcimento do dano causado é a medida necessária que se faz.

Acredita-se também que é imprescindível apurar as condutas possivelmente irregulares dos gestores da época, posto que a administração pública deve respeitar o princípio da impessoalidade, quis ela pelo tratamento igualitário”.

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