Controladora de voo na tragédia da Chapecoense é presa pela Polícia Federal

Prisão foi realizada no Mato Grosso do Sul e contou com o aval do STF já que Celia Castedo Monasterio encontra-se na condição de foragida na Bolívia, seu país de origem

A PF (Polícia Federal) confirmou a prisão de Celia Castedo Monasterio, boliviana, moradora do Brasil e que encontra-se na condição de foragida em seu País. A prisão foi efetuada nesta quinta-feira (23), pela unidade do Mato Grosso do Sul da PF.

Celia Castedo foi responsável pela análise e aprovação do plano de voo da aeronave da LaMia, que transportava a delegação da Chapecoense na tragédia de 2016 quando o avião caiu pouco antes do aeroporto internacional José Maria Cordova, em Rio Negro, na Colômbia.

Acidente ocorreu há quase cinco anos – Foto: Cacspotter/Reprodução/NDAcidente ocorreu há quase cinco anos – Foto: Cacspotter/Reprodução/ND

Dos 77 ocupantes 71 morreram na hora em episódio que chocou e comoveu o planeta.

A prisão foi realizada no município de Corumbá, pouco mais de 400 km da capital Campo Grande. Partiu do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a extradição da investigada até o seu país de origem. A superintendência da PF do Mato Grosso do Sul, por meio de nota, confirma que ela deverá ficar detida no município para aguardar os trâmites burocráticos e, dessa forma, ser extraditada até a Bolívia.

Ainda de acordo com a nota assinada pela PF, a boliviana era especialista em segurança de voo e, na ocasião, teria deixado, fraudulentamente, de observar os requisitos procedimentais mínimos para aprovação do plano de voo da aeronave.

Ainda de acordo com a nota, no programa apresentado, a autonomia de voo não era adequada para a viagem.

Confira a nota da PF

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, 23/09/2021, foragida de nacionalidade Boliviana responsável pela análise e aprovação do plano de voo da aeronave, que em novembro de 2016, por volta das 22:57h (fuso horário), caiu ao se aproximar do aeroporto internacional José Maria Cordova, em RioNegro, a poucos quilômetros da cidade de Medelín, na Colômbia. Na oportunidade, 71 pessoas vieram à óbito, fato amplamente noticiado na mídia nacional brasileira, já que a aeronave conduzia a equipe de futebol masculina Chapecoense. A boliviana era especialista em segurança de voo e, na ocasião, teria deixado, fraudulentamente, de observar os requisitos procedimentais mínimos para a aprovação do plano de voo da aeronave, eis que no programa apresentado, a autonomia de voo não era adequada para a viagem. A detida permanecerá reclusa no município de Corumbá/MS, onde aguardará os trâmites legais para que seja entregue às autoridades bolivianas.

O acidente

A queda do avião da LaMia que levava a delegação da Chapecoense e jornalistas para a disputa da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional da Colômbia, ocorreu no dia 29 de novembro de 2016.

Trabalho de resgate dos destroços do avião que levava a equipe da Chapecoense – Foto: Polícia de Medellín/divulgaçãoTrabalho de resgate dos destroços do avião que levava a equipe da Chapecoense – Foto: Polícia de Medellín/divulgação

A aeronave caiu a poucos quilômetros da cidade colombiana. Morreram no local 71 pessoas.

Investigações sobre o caso comprovaram que a aeronave apresentou problemas técnicos devido a falta de combustível que, conforme o plano de voo assinado, não previa qualquer imprevisto até o então destino final, aeroporto Medellín.

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