Corpo de taxista desaparecido é encontrado na praia da Joaquina, em Florianópolis

Martino Alcino Amorim havia sido visto pela última vez na noite de terça-feira, quando pegou um passageiro na rodoviária de Florianópolis

O corpo do taxista Martino Alcino Amorim, 65, foi encontrado pela PM (Polícia Militar) nas dunas da praia da Joaquina, por volta das 13h30 desta quarta-feira (21). Amorim estava desaparecido desde a noite de terça-feira, quando foi visto pela última vez ao pegar um passageiro na Rodoviária de Florianópolis – Terminal Rita Maria.

Divulgação/ND

Amorim desapareceu na noite de terça-feira

“Pelas informações que temos, ele iniciou a corrida às 20h30 e rodou 21 quilômetros. Depois disso, o carro não saiu do lugar e o taxímetro continuou registrando a corrida. Às 5h da manhã ele ainda não havia voltado, nem havia feito contato”, conta Ivan Roberto da Silva, proprietário do veículo de trabalho do taxista.

Ainda de acordo com Silva, testemunhas viram o carro estacionado em frente ao Cris Hotel, na Avenida Prefeito Acácio Garibaldi S. Thiago, às 22h. “O recepcionista viu que o taxi parou ali em frente, mas disse que ninguém desceu. De manhã, como o taxi ainda estava lá, ele acionou a PM”, relata Silva.

À primeira impressão, os colegas de profissão acreditam que tenha havido um latrocínio (roubo seguido de morte), principalmente pelo fato de Amorim ter sido encontrado a 200 metros de distância do carro, mas a polícia ainda trabalha com diferentes hipóteses.

“Estamos esperando uma manifestação do IML (Instituto Médico Legal), porque não há nenhuma lesão aparente na vítima. Também estamos fazendo um levantamento do que sumiu do veículo, porque os documentos e o celular do taxista estavam lá. Estamos trabalhando com [a hipótese de] homicídio, latrocínio e morte natural”, informou o delegado da 10ª DP, na Lagoa da Conceição, João Loss.

Taxistas fazem manifestação

Indignados com o acontecido e convictos de que Martino Amorim foi assassinado, mesmo sem a confirmação policial, mais de 50 taxistas de Florianópolis se juntaram para uma manifestação em carreata da praça 15 de Novembro até a sede da PF (Polícia Federal), na Av. Beira-Mar Norte, e, em seguida, ao IML, no Itacorubi.

“Estamos fazendo a manifestação pedindo mais segurança. Queremos falar com alguém na PF para pedir a liberação do porte de armas para os taxistas. O que aconteceu hoje foi uma tragédia, não tem como descrever”, afirma o taxista Jeferson Gerber, 34.

Divulgação/ND

Carreata passou pelas pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos

Para o dirigente do Sindicato dos Taxistas, Evandro Brasil, falta efetivo policial e maior preocupação das autoridades com a categoria. “O caso foi de noite, mas não existe um horário seguro. Já houve assalto às 16h. O certo era a polícia parar os taxis e ver os documentos dos passageiros. Se começarem a fazer isso nos horários noturnos, vai assustar os criminosos”, disse.

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