Coveiros são suspeitos de vender ossos humanos

Polícia Civil chegou a apreender um crânio e dois fêmures que foram negociados por R$ 3,5 mil

A Polícia Civil investiga um esquema de comércio clandestino de ossos humanos feitos por coveiros de alguns cemitérios do Estado de São Paulo. A polícia chegou a apreender dois fêmures e um crânio que foi negociado pelo Núcleo Investigativo da Record TV.

Ossos humanos que foram negociadosCoveiros são suspeitos de vender ossos humanos – Foto: Record TV/Reprodução/ND

Em um primeiro momento, após receber denúncias sobre a negociação dos ossos humanos, a reportagem iniciou uma conversa no cemitério São Sebastião, que fica no Centro de Suzano, na região metropolitana de São Paulo.

No cemitério de Suzano, os coveiros alertaram que a prática era crime, mas sugeriram que seria possível fazer a negociação no cemitério da Vila Formosa, na zona leste da São Paulo.

Já no cemitério da capital paulista, a reportagem abordou um homem que trabalhava como jardineiro. Ele disse que o assunto relatado era para ser tratado na administração, sem entrar no local, mas ver com “os coveiros que se vestem de azul”.

Localizado, o funcionário fez algumas ponderações, diz que muitos policiais já estiveram no cemitério se passando por estudantes e dizendo que queriam comprar ossos e que tal prática era crime. Mesmo desconfiado, o coveiro pediu um contato para retornar e iniciar a negociação.

O contato foi feito no mesmo dia e a reportagem passou uma semana negociando com um homem, supostamente coveiro, e marcou a compra dos três ossos pelo valor de R$ 3,5 mil.

Com local e horários marcados, policiais da 1º Delegacia da Saúde, do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), foram acionado e fizeram uma diligência no ponto de encontro.

Chegando no local, os policiais, que estavam disfarçados, avistaram um suspeito com uma sacola de mercado nas mãos. Ao perceber a movimentação, o rapaz deixou a sacola de lado e correu. Na sacola haviam os ossos, supostamente humanos, negociados pelo reportagem.

O material foi apreendido pelo DPPC e, depois, enviado à perícia para a constatação se eram ossos humanos. E a polícia as investigações para identificar os suspeitos.

Conforme o artigo 210 do Código Penal, violar ou profanar sepultura ou urna funerária é crime com pena de um a três anos de reclusão, e multa.

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