De rombo fiscal a risco à saúde: por que o contrabando de cigarros precisa acabar em SC

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, mais de 1 milhão de maços foram apreendidos em SC só no primeiro semestre de 2021

Economia, saúde, segurança. Essas são algumas das áreas afetadas pelo contrabando de cigarros em rodovias catarinenses. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), só no primeiro semestre de 2021, mais de 1 milhão de maços foram apreendidos.

Para driblar a fiscalização, os itens são transportados das mais diversas e inusitadas formas. O caminho para chegar ao consumidor é repleto de ilegalidades.

Contrabando de cigarrosMais de 1 milhão de maços foram apreendidos no primeiro semestre de 2021 em SC – Foto: PRF/Arquivo/ND

“Nós percebemos que esse tipo de contrabando usa a mesma logística do tráfico de drogas, ou seja, tem toda uma estrutura por trás”, explica Adriano Fiamoncini, inspetor da PRF.

“Eles furtam primeiro os veículos. Depois, as pessoas recebem aqui em Santa Catarina esse carregamento em depósitos. Outras pessoas  levam os carregamentos menores, pulverizam e distribuem para os municípios menores”, complementa. Segundo o inspetor, o negócio é altamente lucrativo e cresce todos os anos.

O contrabando também é crime fiscal. Uma pesquisa feita pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) apontou que o Brasil deixou de arrecadar mais de R$ 10 bilhões no último ano por causa desse tipo de crime. Um valor equivalente a 94 mil casas populares.

Apesar das cargas apreendidas serem normalmente de outros países, a sonegação também acontece com os produtos produzidos no Brasil.

“Aumentou muito a participação dessa indústria nacional que não paga imposto, saltou de 6% para 17 %. No conjunto, Santa Catarina teve um aumento de participação do ilegal de 44% para 51%”, informou Edson Vismona, presidente do órgão fiscalizador ETCO (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial.

De acordo com ele, “isso causa uma invasão fiscal, só de ICMS, para o estado, de R$ 209 milhões”.

Mais prejudicial

O médico pneumologista Felipe Westphal alerta que o cigarro contrabandeado tem mais substâncias tóxicas do que o convencional, trazendo mais consequências ao organismo.

Contrabando de cigarrosEspecialistas explicam que contrabando gera problemas econômicos no Estado – Foto: Polícia Militar/Arquivo/ND

“Ele vai aumentar o risco de inúmeras doenças. Existem mais de 20 tipos de câncer que são relacionados diretamente ao tabaco. No caso de cigarros importados essa substância maléficas podem estar em maior quantidade”, esclarece.

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