Depoimento de prefeito afastado é adiado no Sul de SC

Um dos investigados da PF na Operação Benedetta, o prefeito de Urussanga Gustavo Cancellier deverá prestar esclarecimentos na próximo semana

O depoimento do prefeito afastado de Urussanga Gustavo Cancellier para a Polícia Federal que ocorreria nesta terça-feira (1º), foi adiado para a próxima semana. A prorrogação ocorreu a pedido da defesa do prefeito, tendo em vista o tempo para estudar o caso.

Prefeito afastado de Urussanga Gustavo Cancellier irá prestar depoimento à PF na próxima semana – Foto: Solon Soares / Agência Alesc/Divulgação/NDPrefeito afastado de Urussanga Gustavo Cancellier irá prestar depoimento à PF na próxima semana – Foto: Solon Soares / Agência Alesc/Divulgação/ND

O escritório de advocacia Fey Probst & Brustolin, de Florianópolis, também fará parte da defesa do Chefe do Executivo, juntamente com o advogado Bruno Carminati Cimolin.

“Solicitamos o adiamento do interrogatório, para se colocar a par do processo, o delegado sinalizou positivo e o interrogatório transferido”, explica Cimolin.

Segundo ele, o prefeito está tranquilo, confia na justiça e irá se pronunciar para a população de Urussanga, após o interrogatório. “Depois disso, encerrando a participação dele no inquérito, ele vai falar com o município de Urussanga, provável que irá fazer uma declaração para a imprensa, isso não acontecerá antes do processo”, afirma o advogado.

O defensor destaca ainda que Cancellier está contribuindo com as investigações. “ Não tem réu, não tem ninguém condenado, está acontecendo uma investigação e o prefeito está cooperando com as investigações, vai participar do interrogatório”, comenta Cimolin.

Defesa estuda o caso

Neste momento, os advogados se concentram em estudar a investigação policial e o inquérito. “Estamos inteirando acerca do inquérito policial, da busca e apreensão, pedido do afastamento que são processos que derivam do inquérito policial. Fazendo estudo, conhecendo a prova produzida até então e que subsidiou o pedido de afastamento do prefeito”, comenta o advogado.

A decisão do desembargador de justiça do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que determinou o afastamento cautelar do prefeito do cargo se baseou em dois tópicos: uma possível coação dos subordinados e uma possível ocultação de documentos.

“Após o prefeito se pronunciar no caso, entraremos com um pedido de revogação dessa medida cautelar para que ele possa retornar ao Paço sem mais prejuízo para a população urussanguense”, projeta o advogado.

Investigações apuram desvio de dinheiro

O prefeito é um dos investigados na Operação Benedetta que foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 20 de maio e investiga supostos desvios de dinheiro em contratos públicos da Prefeitura de Urussanga junto à Caixa Econômica Federal para pavimentação.

A suspeita é que em apenas em uma das obras realizadas com esse recurso no Município tenham sido desviados cerca de R$300 mil. A Operação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Urussanga, Orleans, Siderópolis, Tubarão e Criciúma.

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