Desaparecimento de criança continua um mistério em Santa Catarina

Emili Miranda Anacleto desapareceu quando tinha um ano e 11 meses em Jaraguá do Sul, no Norte do Estado; relembre esse caso

Prestes a completar 7 anos, o desaparecimento da menina Emili Miranda Anacleto, à época com um ano e 11 meses, continua um mistério para a polícia em Santa Catarina.

Ela desapareceu no dia 21 de maio de 2014 após sair da casa onde morava com a mãe, em Jaraguá do Sul, no Norte do Estado, acompanhada do pai.

Emili Anacleto Emili Anacleto desapareceu quando tinha um ano e 11 meses; hoje, estaria com quase 9 anos  Foto: Divulgação ND

Os pais eram separados e viviam em conflito, segundo a polícia. Naquele dia, o pai Alexandre Anacleto, 31 anos, que tinha direito a visitas monitoradas, de duas horas, esteve na casa da mãe. Ele teria aproveitado um momento de distração da mãe da menina, que foi buscar uma mamadeira, para fugir levando a menina.

“Eu corri atrás dele, mas ele jogou a criança dentro carro feito um animal e saiu correndo com o carro”, contou a mãe da menina, Josenilda Alves de Miranda, de 21 anos, à época.

Familiares de Alexandre teriam dito à polícia mais tarde que ele teria ligado para outro parente dizendo que a menina estaria em lugar seguro.

Mas até hoje, porém, a menina não foi encontrada.

Dois dias depois do sumiço da menina, dia 23 de maio, o carro de Alexandre foi encontrado na praia de Itajubá, em Barra Velha, queimado com um corpo carbonizado dentro. Dias depois, exame confirmou que o corpo tratava-se de Alexandre Anacleto.

Segundo o delegado Caleu Henrique Gomes de Mello, hoje à frente da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Jaraguá do Sul, o caso Emili foi exaustivamente investigado na época, inclusive com a participação da delegacia de desaparecidos de Florianópolis.

“A apuração exauriu todas as linhas de investigação na época e checava todas as informações que surgiam, mas em determinado momento essas informações pararam de chegar e não houve mais linha de investigação para seguir”, explica o delegado Caleu.

Sempre que a possibilidade de investigação é esgotada, o inquérito é arquivado, complementa o delegado, mas basta uma notícia de prova nova para desarquivá-lo e retomar as investigações.

A família, entretanto, não procurou mais a polícia, pondera.

O delegado Wanderley Redondo, da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) em Santa Catarina, lembra que este foi 1° caso de criança desaparecida no Estado após a inauguração da DPPD.

“É, de fato, um caso emblemático em razão do trabalho efetivo da DPDP e DPCAMI de Jaraguá. Foram meses de investigação ininterrupta”, lembra Redondo.

Nas interceptações telefônicas feitas pela polícia à época, comenta o delegado, a mãe não comentava sobre o desaparecimento da filha, “o que é muito estranho.”

Wanderley Redondo acredita que a menina está viva e que algum parente deve estar com ela.

Assim como o responsável pela DPCAMI de Jaraguá, ele disse que no momento que surgir alguma nova informação sobre o caso será feita uma diligência e investigada.

Na site da Polícia Civil (http://desaparecidos.pc.sc.gov.br/desaparecidosSite/), administrado pela Delegacia de Desaparecidos, o caso de Emili continua em aberto.

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A reportagem  tentou encontrar Josenilda Alves de Miranda, mãe de Emili, sem sucesso. Também ligou para o número de telefone que ela tinha na época, mas não pertence mais a Josenilda .

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