Divisão de forças na segurança pública de Santa Catarina

Desde a queda de Monteiro, há menos de duas semanas, outros cinco servidores perderam seus cargos de confiança

Rosane Lima/ND

(*) com Fábio Bispo

A divergência histórica entre as polícias Civil e Militar, agravada pela disputa por espaço político no governo, ganhou evidência na última semana com dois episódios emblemáticos que acirraram a troca de denúncias e a desconfiança entre os grupos que se esbarram nas delegacias, quartéis e, principalmente, nos corredores do edifício Maya e Monteiro, no Centro de Florianópolis, onde circulam integrantes dos primeiros e segundo escalões da SSP (Secretaria de Segurança Pública). O afastamento do delegado Cláudio Monteiro da chefia da Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais), por peculato, e a dissolução da Comissão de Leilões do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) após o escândalo das sucatas, são pano de fundo de crise sem precedentes que compromete a credibilidade de um dos setores mais nevrálgicos e essenciais da administração estadual.

Desde a queda de Monteiro, há menos de duas semanas, outros cinco servidores perderam seus cargos de confiança, entre eles o tenente-coronel José Theodósio de Souza Júnior, da Polícia Militar. Responsável pelos leilões do Detran, o oficial é considerado elo importante na relação obscura entre a SSP, terceirizadas que administram pátios de carros apreendidos e empresas de ferro-velho especializadas em desmanche. As exonerações atingem os dois lados, civis e militares, mas os interesses corporativistas deixam a população perplexa.

Apesar das evidências, o secretário César Grubba, não vê divisão nas forças de segurança. “Não há crise, estamos trabalhando dentro da normalidade. Mas não podemos tampar o sol com peneira, nem encobrir práticas ilegais. Se eu não tomasse providências, estaria prevaricando”, argumenta.

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